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Mostrando postagens de julho, 2025

Um mundo às avessas

 Meus caros, Vivemos dias nunca imaginados. E ainda se anunciam dias piores. Alguns governos fortes se mostram cada vez mais complicados. "Não fosse isso e era menos" não é mais só uma expressão poética. Agora a suposta democracia americana mostra os dentes, e quer morder tudo que deseja. O respeito perdeu seu ar de dignidade e a máscara deles caiu de vez. Há monstros por toda parte! Mas quem diria... porque, de novo, somos nós, os nomeados povos tupiniquins que temos a missão de ensinar, e o fazemos com gana e com alegria! Por aqui, e somos muitos, temos o prazer de dizer: esta terra é nossa e nos respeitem, por favor! A Democracia que vinga aqui é verdadeira! E não deseja destruir ninguém! Somos um país Soberano como todos sabem! Rio de julho ativo, 2025

Homenagem

 Faleceu esta madrugada a querida professora da PUC-Rio, Marília Rothier.  Uma verdadeira história se escreve com esta dama da literatura. Pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa, amante dos escritores brasileiros, orientadora de muitos e generosa ao extremo, por ela fui presenteada com livros várias vezes.  Depois, com o tempo, passei a presenteá-la com as minhas publicações ao longo das últimas décadas. Afinal, éramos quase vizinhas.  Posso dizer que aprendi a pesquisar pelas mãos de Marília, pois ela me levou aos arquivos de cartas de poetas na Casa Rui, no início de meu mestrado em Letras na PUC. E era o início de outra era, o ano de 2000. Muito obrigada, Marília!

Uma boa noite, meus amigos!

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Um sábado frio

Notícias assustam o sábado de inverno. Os bárbaros fogem do país. Entre eles M. do V. e outros que já saíram antes dele. É patético! Não vejo mais noticiários. Nem os daqui nem os lá de fora. Sinto incômodo demais com o mundo que nos rodeia de matérias selvagens e homens insanos em demasia. Só tomo conhecimento do que me interessa. E, no momento, são os livros, as filmagens sobre arte e a vida vivida nas montanhas distribuídas em canal francês.  Vou viver mais recolhida, por escolha! Nenhuma tv! Nem globo nem nada. A guerra em Gaza sem punição aos monstros do nosso tempo é uma barbárie! O presidente americano ousa tudo e vive como se fosse um ditador de nossos dias! Insuportável mil vezes Insuportável! Prefiro e escolho o recolhimento. O silêncio de paredes brancas. Poucos amigos, cada vez menos. A escrita em ato. A música erudita e a nossa música brasileira cantarolada. Estudos diversos. Poemas e projetos em andamento.  Os passos leves Rumor de mar Sombras por perto (O corpo ...

Diário

De Leon Denis volto à Virginia Woolf. São voltas delicadas as da leitura. Imaginem quando o texto cava mais e bem mais do que só os aspectos que a linguagem nos traz. A escrita viva surgindo na transição dos pensamentos.  Depois do café, eu me pergunto se devo perseguir o propósito de mais um livro. Vejam que me pediram para escrever outra resenha. Mas declinei. Sinto não dar conta de tantos trabalhos literários.  Não há muito tempo nas horas de um dia. E já idosa, devo perseguir meus projetos íntimos.  Não há nenhum temor em me ver assim, idosa, ao contrário há uma brisa leve. E um desejo grande de escrever e escrever. Tenho olhos e ouvidos, e uma manhã chuvosa ou quase me leva a novas marchas arregaçando as mangas. Diário pra que te quero? Tenho pressa.

Mais um Diário vem aí, aguardem!

 Resolvi publicar mais um Diário, e desta vez com muita poesia.  Diante de um mundo devastado, recolho textos de meus diários: on line e em cadernos.  Respirar e doar  O dia de hoje  Ou de ontem A página prometida Vocábulos de ar e de terra O mundo animal Lábios feridos  Traços e lapsos Sombras e surpresas Rios e raízes  O frio do Rio de Janeiro  Calçadas bêbadas de tudo Diário pra que te quero? (E o título já está no bolso)! Rio de julho gelado, 2025

Diário

Quase não me ocupo de tarefas banais. Só as que são parte do meu dia. Vou e volto em leituras novas. E, agora, leio também Leon Denis. Escrevo minhas Memórias e a emoção é grande. Estas escritas tardias colaboram com a vida sendo reinventada. Sei que as páginas quentes do computador acendem meu desejo de escrever mais e mais. Participam do texto os poetas que mais estudei e aqueles com quem convivi, claro. A vida de carne e osso, as conversas e os fatos enriquecem este relato escrito agora. Viagens e estudos. Livros e mais livros. Enrolada com mantas e echarpes nem pareço uma carioca que vive no bairro do Leblon. Não importa. Passeio ao redor de paredes brancas e penso. Devo escrever inclusive estes dias de agora com as guerras instaladas ao nosso redor, com as manobras políticas dos insanos desejando vigorar, e a vida correndo no inverno deste mês de julho de 2025. Salvo algum engano somos fortes ainda para barrar esta loucura ensandecida onde fomos parar. Brasil, precisamos salvar a ...

Régis Bonvicino no Café Letrado do Rio de Janeiro, 2007

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  Momentos fortes e bonitos vividos na Mediateca da Maison de France, durante o primeiro encontro do Café Letrado poesia e arte, em 2007. Contamos com a presença do poeta paulista Régis Bonvicino, no Rio de Janeiro pela primeira vez segundo ele, junto a Henri Deluy, poeta francês também convidado (ambos já falecidos), e do cineasta carioca Bebeto Abrantes. Foi uma experiência bonita, inclusive para nós os organizadores: José Eduardo Barros e eu. As fotos são do diretor adjunto da Mediateca nesta época, Rafael Viegas. O diretor era o francês Jérèmie Desjardins, incentivador destes encontros únicos. Obs. Comento ainda que a última foto é icônica, pois apresenta o poeta como um "monge" da poesia em sua leitura densa.

Comentário do final deste dia

 É importante ressaltar que a pressão americana ao nosso país neste momento do governo Lula só confirma que o PL é um partido 'vendido' aos EUA. O presidente americano pensa que pode ditar as normas e decisões políticas dos brasileiros e cai no imenso ridículo. Mostra-se, cada vez mais, como um desajustado. TRISTE REALIDADE! *

Alegria, alegria!

Um sentimento genuíno de alegria! Sinto e não escondo a alegria com as medidas tomadas contra o ex-presidente do Brasil.  Comemoro a Democracia que juntos construímos! Comemoro a independência do nosso país! E Comemoro a nossa luta! Há muito a construir ainda. Há muito a transmitir aos mais jovens. Mas há a música brasileira, a nossa literatura e o nosso cinema! Viva o nosso querido nordeste! Vamos proteger as nossas florestas, as nossas raízes, sim, o povo ribeirinho. E os nossos índios assim como o nosso sertão! Vamos cantar com os sanfoneiros, dançar quadrilha, pular fogueira, comer canjica. Ler poesia brasileira! Abraçar os amigos! E vale até um golinho de cachaça! Hoje é dia de festa! "Resistir a tudo que é abominável!"                                            Deleuze

Mãos ao alto!

E isto é um assalto?  É uma covardia! Atônita, diante da atitude de muitos deputados desrespeitosos com o nosso planeta, percebo a votação da Câmara, ontem, em Brasília como algo danoso e infame. Muitos de nós se sentem lesados.  Ao mesmo tempo, leio este momento do Brasil buscando se deslocar dos governos insanos do mundo. Os americanos pensam que mandam e comandam o planeta. Uma ousadia doente e que nos causa enjoos. Aceitando a orquestração do mal, e com os covardes batendo palmas ao lado, os países mais ricos se submetem. Por aqui, vivemos tempos novos. A inteligência dos homens sãos é coisa rara mas vinga entre nós.  Lula, meu caro, é preciso barrar estes insanos todos os dias! Vamos proteger o que nos pertence! Nossas raízes são indígenas e africanas! A mistura que nos alcança é europeia.  E a floresta amazônica é nossa! (Aqui, não se fala inglês, felizmente!) Rio de julho abismado, 2025

Diário de julho

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Passarinhos bicam frutos amarelos no mamoeiro que pedi para o jardineiro plantar no quintal. Assisto a cena da janela da natureza. Arrumações diárias com livros novos andam das mãos às estantes e voltam para perto de mim. Detalhar momentos raros.  Vivenciar o que se estabelece ao olhar. Detalhar e vivenciar a pressa deixada de lado. Desde bem pequena aprendi a observar lagartas - borboletas, cigarras. Peludas ou não. Multicores. Asas negras rendadas. Um mundo de fantasia nada banal. Um exercício intelectual se desmanchando entre as páginas abertas ao acaso. E cores nadam na memória. À la Proust saboreio: casacos e canjicas no frio carioca. Rio de inverno, 2025

A face inteira

Um campo de trigo ou de girassol  Olhos míopes e a breve lentidão do esquecimento A terra inteira se distancia Deixando-se ir ele parte As mãos leem sons agudos  A face inteira percorrendo o já vivido Percorrendo o chão  onde a nudez se mostra Junto de si Recolhe ruídos  Rumores  E percorre ainda sem respirar o branco da página  As últimas letras                                      Para Régis 

Diário de hoje,

Recebi, com grande alegria esta semana, a notícia de que um amigo, que agora mora no sul está pintando o meu retrato a óleo. O mais curioso é que o trabalho já se desdobra e a partir de uma foto antiga feita, também, por ele. Este jovem amigo é um biólogo. Um artista muito sensível e um leitor de meus livros. Foi uma semana pesada. As notícias se misturaram e algumas nos deram algum alento. Difícil simbolizar uma perda. Difícil se despedir de um amigo que parte derepente. Perdemos um amigo querido, repito. Os amigos ajudam a estruturar a nossa caminhada. Inclusive, com palavras e gestos de sustentação.  As despedidas são inesperadas. E, algumas são bem dolorosas!

Testemunhar, testemunhar

Hoje é sábado! E fico atenta aos ruídos e acontecimentos deste mundo insano. Escuto as palavras de Edgar Morin nos seus 104 anos e, ainda, testemunhando o nosso tempo.  Eu me sinto tão impotente neste momento, mas sempre posso dar lugar à palavra e testemunhar em versos e em prosa. O possível bate em nossa porta com a força do necessário: a necessidade de testemunhar. O sofrimento da perda de um amigo me leva a ler Freud, novamente! * O relógio oito bate os gemidos de um sábado.  Mais um sábado germinando.   A vida gera a vida. Sempre. Rio de julho, 2025

Partem os poetas de nossos dias

 Nota clara: Alguns poetas partem antes da hora. Ou assim me parece. Alguns escritores amigos partiram de covid sem se despedir. Outros podem partir escolhendo local e data, mas antes da hora. E há os que partem no susto. No verso interrompido. E deixam restos de anotações no bolso. Os poetas partem de forma inventiva ou não. No outro lado da vida, assim como no outro lado da rua, as surpresas nos aguardam. Em camadas de letras sonoras Guardando espaço ao poema  Que o poeta, qualquer um, Pegue o lápis e rabisque Nuvens, estrelas, nomes (...) Amores.

Nota triste

Hoje é domingo. Ontem, dia cinco de julho de 2025 partiu em Roma, depois de um acidente na rua, um amigo e importante poeta brasileiro. E morreu em Roma na Itália que tanto amava. Guerreiro em seu ofício desde jovem, Régis Bonvicino partilhou uma correspondência importante com o poeta Paulo Leminski, sempre atento a tudo. Fiel à letra do texto, não perdoava a escrita fácil. Um sério crítico do nosso tempo e um amigo da literatura e da cultura, que criando e publicando a Revista Sibila há décadas sustentava sua posição crítica junto a outros escritores de nossos dias. Divulgador de poetas brasileiros e estrangeiros. Sempre soube a importância da escrita. Recentemente, me disse que escrevia para o futuro. Sinto muitíssimo esta perda sem tamanho. Perco um amigo, um poeta brasileiro importante e um divulgador da poesia e da arte em geral. Um sério crítico de nossos dias tão devastadores. Um homem que trabalhou sempre pela justiça de nosso país. Muito obrigada pela sua amizade e respeito!

Régis Bonvicino partiu

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Dia da rainha Isabel de Portugal

Hoje, comemora-se o dia da Rainha e Santa Isabel. Em Portugal algumas festividades acontecem. Especialmente em Coimbra, onde ela reinou junto a D. Dinis durante algumas décadas na Idade Média.  Meu Livro da Rainha Isabel de Portugal traz luz a esta história impressionante, cheia de intrigas e lutas entre os reinos daquela época, onde os homens disputavam territórios e afetos com a mesma naturalidade.  Em breve uma resenha sobre meu livro estará circulando. Mas, amanhã a ópera O Milagre das Rosas da Cia Lírica Lívia Dias estreia em Niterói contando e cantando esta bonita história.  Isabel foi uma mulher inovadora, generosa e que deu voz a seus desejos realizando muito durante seu reinado. Fez tanto pelas mulheres que viviam em seu entorno quanto pelo país que adotou no coração,  pois ela nascera em Aragão, possivelmente em 1270 ou 1271. As histórias sobre a vida das mulheres que viveram antes de nós sempre nos interessam, e somam à nossa humanidade. Somos neste caminh...

À noite e sempre desarmada

Penso e escrevo: Não suportamos mais notícias sobre ataques e armas. As guerras nos adoecem. Perdemos o interesse pelos noticiários televisivos. Armamentos de último tipo ou não devem ser esquecidos, e aqueles que insistem em valorizar armas e mortes merecem o 'inferno'.  Não é mais possível ouvir notícias infames diariamente. Chega de matar criança! Chega de mentir! Chega de exploração! Nossos ouvidos estão exaustos de tanta violência! Não às guerras de todos os tipos! Não aos drones burros e destruidores! Chega de extrema-direita e de ditadores insanos! Lutemos por livros e arte! Por mais escolas! Lutemos por nossas árvores e nossos rios! Desligue a tv e leia livros de literatura. Poesia, poesia! Desligue o celular e escute música.  Ande a pé e respire fundo! Ame e danse! Rio, ainda vivo de bons momentos, às vésperas dos Brics, 2025.

Poemas do Livro das marés, 2023

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