Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2013
Gradiva verão , de Solange Rebuzzi  ( Lumme editor, 2013 ) Cada vez é uma vez, cada livro é um livro, repete Solange Rebuzzi. Agora, o livro Gradiva marca alguns limites do íntimo, mesmo se Gradiva caminha ao longo da História. O livro, cada livro, é um exercício de escrita e reflexão. E um exercício de lucidez, algumas vezes. Ela – a nossa Gradiva – aquela que caminha pelas ruas da cidade (Rio, São Paulo, Nova Iorque, Tel Aviv, Hong-Hong, Atenas, todas as cidades) é a mesma que caminha nas páginas de Jensen, Freud, e outros tantos seduzidos por ela.     [A personagem pode ser uma jovem mulher que caminha seu passo, qual Gradiva, a jovem que caminhava em Pompéia em 79 d.C. Não havia tempo de pensar no corpo. Havia o corpo. Havia tempo. Meus pés, agora um pouco distanciados do chão, procuram outro ângulo. Deslizo na cadeira com as mãos já mais cansadas dessas teclas que pedem muito. Os pés de Gradiva não se cansam. Ela desliza suas...

Gradiva verão - lançamento em 19 de setembro

Imagem

Ataque químico em Damas

Imagem
                                                       Manchete de hoje no jornal francês Le Monde Fragmento de notícia da internet: Segundo as fontes da oposição, centenas de pessoas morreram por terem inalado gás e ficado expostas às armas químicas. Em vídeos postados no YouTube é possível ver crianças recebendo os primeiros socorros em um hospital de campanha, principalmente oxigênio para ajudá-las a respirar. Médicos aparecem tentando ressuscitar crianças inconscientes que não mostram ferimentos visíveis.

Brasil - Egito 1

Oscilamos no caos de cada dia. Enquanto o Egito afunda nas centenas e centenas de mortes diárias, diante da loucura e incoerência de um País que pretendia viver de mudanças criativas e sensatas, o Brasil esconde seus assassinos, e os dirigentes não mostram a face e nem dão explicações plausíveis ao seu povo. Digo, mais especialmente, na cidade do Rio de Janeiro. - Onde está o Amarildo? A pergunta circula sem resposta, embora todos já saibam. Ainda vivemos sob a égide do medo, e, assim como em alguns países do mundo, desejamos eliminar o que nos incomoda fazendo crer que há inimigos por todo lado. Mas, se continuarmos vivendo desta forma, vamos reproduzir o mesmo. Manipulados por alguns, não cresceremos nunca e não conseguiremos construir um mundo digno de nós mesmos. Novas perguntas nascem em nosso dia a dia constrangido: - Onde estão todos os outros desparecidos em ações ditas de segurança? - Onde estão os ladrões que roubam nossa esperança de um Brasil honesto? -...

Brasil-Egito 2

Imagem
Um aperto de mão                                                                      para Edmond Jabès As mãos que matam são as mesmas que afagam? Enfiadas nos bolsos as mãos estão separadas. Guardadas na memória elas caminham juntas. Marcadas pelas rugas do tempo de forma impiedosa nos tocam a infância, mesmo quando foram impeditivas e ruidosas as mãos são lugar de cuidados e delicadezas. Mas, as mãos que matam não são reconhecidas facilmente. Transitam entre nós... silenciosas. Arrancam a respiração humana de repente, e seguem na distância do olvidado. As mãos que matam são as mesmas que afagam? Rio de Jane...

Lançamento da Polichinello n.14 no Rio de Janeiro

Imagem
http://revistapolichinelo.blogspot.com.br/2013/08/polichinello-belem-rio-sao-paulo.html

Um corpo que cai - (poema escrito em 2011)

Um corpo que cai Rio de Janeiro: Calor escaldante. Um corpo. Muitos. Areias.  Em todo verão a graça e a harmonia ocupam um lugar De coisa bem preciosa. A polícia cai. Rigorosas amputações. Necessárias. As favelas mudam ? Cairo: Inverno. Cobertores na Praça Tahrir. Muitos corpos. Força.  Camelos. Espadas. A política cai.  Tunis : Jovens para todos os lados. Celulares  a bordo . O que de fato cai a partir das imagens Impostas ao mundo pelos jovens da Tunísia ? Paris: Repercutiram muito mal  as férias da  Madame  das Relações Exteriores. M.  Sarkô finge que não vê. Cairá?  Cairão? Amazonas: Quantas árvores caem a cada minuto do dia? No verde ininterrupto Somam-se as horas Das cheias dos rios do Amazonas Diminuídas das temporadas de pesca.                                   ...

Ficção carioca?

Ficção carioca                                                    (Rio, outubro de 2008) (1) Novembro de 1995. Um jovem, 17 anos, morador de uma favela carioca, levou alguns tiros. Não só nas pernas. Naquele dia, namorava no muro.   Sua mãe enlouqueceu. (2) Setembro de 1996. Um jovem, 20 anos, da classe média, levou um tiro na cabeça. Descia a ladeira de uma favela do Rio. Dizem que fora comprar maconha antes de ir a um show. (3) Julho de 2005. Um outro jovem, 19 anos, irmã...

Herança da ditadura?

Imagem
Todos perguntam: - Onde está o pedreiro Amarildo? Desaparecido, nas mãos da polícia, há vários dias. Não há nenhum sinal de seu paradeiro, desde então. No mínimo, precisamos prestar atenção ao que, de fato, está sendo indagado.  Não estaria esta pergunta contendo muitos outros "desaparecidos" e, supostamente, considerados mortos da mesma maneira?  Estamos, hoje, começando a fazer as perguntas necessárias e que não foram feitas há tempos.