Anotações
Durante les années noires, em toda França, a vida parou. Mas as reuniões poéticas de Paul Fort em La Closerie des Lilas, assim como as representações dos caf’conc’ da rua da Gaité continuaram (foi o que li em La vie quotidienne à Montparnasse à la grande époque. 1905-1930.) Era preciso distrair os que vinham por alguns dias do Inferno do Fronte. Em Montparnasse, nos ateliers morria-se de frio. Poucos foram os artistas estrangeiros que permaneceram por lá. A maioria dos marchands, que se interessava pelas obras desses artistas, deixou de comprá-las. Todos pareciam aguardar. Nesta atmosfera de miséria geral, os escritores e os artistas permaneceram recolhidos. Conta-se que muitos artistas se alistaram, mesmo os estrangeiros. Blaise Cendrais perdeu um braço na fazenda de Navarin durante um combate. E, em Montparnasse, muitos foram recusados pelo conselho de revisão em função do mau estado físico em que se encontravam. Diego Rivera em razão de suas varizes, Modigliani pela miséria física...