Ainda em 30.09.2021
Poesia inquieta Esta voz que sobe alto de repente e diz tão pouco Bem podia aquietar-se por bons e longos instantes A luz do dia canta uma canção de primavera E sopra nos olhos do mundo um outro despertar Somos as raízes dos córregos que querem novos ventos enquanto as mãos e os pés suportam o peso do horror Sem praia visível por enquanto sem sinal de calmaria os temporais varrem quase tudo mas o corpo vivo resiste As tardes quentes que avançam na direção de outras primaveras correm nos versos entre as letras nem sempre costuradas São as telas e as cenas rabiscadas de cores que nos contam de momentos loucos de noites insanas De dias e minutos povoados de lama no meio da vida no meio da morte onde tudo clama: misericórdia!