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Mostrando postagens de setembro, 2021

Ainda em 30.09.2021

Poesia inquieta Esta voz que sobe alto de repente e diz tão pouco Bem podia aquietar-se por bons e longos instantes A luz do dia canta uma canção de primavera E sopra nos olhos do mundo um outro despertar Somos as raízes dos córregos que querem novos ventos enquanto as mãos e os pés suportam o peso do horror Sem praia visível por enquanto sem sinal de calmaria os temporais varrem quase tudo mas o corpo vivo resiste As tardes quentes que avançam na direção de outras primaveras correm nos versos entre as letras nem sempre costuradas São as telas e as cenas rabiscadas de cores que nos contam de momentos loucos de noites insanas De dias e minutos povoados de lama no meio da vida no meio da morte onde tudo clama: misericórdia!

Rio, 30.09.2021

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  Hoje é um dia importante. Força!

Final de dia complexo!

 Diário  Assistimos um depoimento na CPI, hoje, cheio de palhaçada. A roupa do personagem fala por si. E só se confirma um governo brasileiro vivendo dentro deste caos!

Estarrecidos...

 Estamos diante dos monstros que nos governam... Cruel demais. Fora Bolsonaro e toda sua corja!

Diário, 28.09.2021

Presença  ... E as palavras vão envoltas no meu silêncio e voltam no movimento solar da natureza. Com a força de meu corpo livre as pernas femininas sofrem no caminhar  de pedras e espinhos. E não ignoro o que os olhos conseguem ver e não apago a superfície dura  de algo que se abriu. Afago os dias de verdades nem sempre redondas e escuto mais e mais e mais... * Dilacerado o sofrimento soma à linguagem um rastro de perfume louco As pernas e o tronco em palpitante repouso dão ao olhar uma superfície nova que a terra e as árvores floridas vestem de cores

Diário, 27.09.2021

 Novos projetos nascem... É tempo de deixar florir! *

Diário, 26.09.2021

 Amar o mar No caminho de teu corpo encontro um rio talvez em chamas como as cachoeiras desabrigadas das montanhas. O pudor dos gestos  me acompanha entre vales e abrigos onde pulsam lâmpadas  acessas. E talvez no gosto de uma ou outra vez nada se passe sem que o mar verde e o vento do corpo sintam. Talvez.

Diário, 25.09.2021

 Amanhece Os cães ladram ladram E... (Há uma rede lançada no invisível  Devagar se armam as jogadas) Atenção : "Os ricos nunca perdem a jogada" ................... * O que se vê no Lago não é a realidade.  Na aurora o dia precisa nascer de novo. Sigamos... * Vergaremos o tempo. Temos pressa. A sopa não existe na panela Nem os minutos do dia são exatos. Há rostos sem máscaras  E "mascarados" mentirosos em demasia. * Os planos não são lisos. Nem as fragrâncias das frutas estão intactas. As árvores foram cortadas de nossos destinos Diante de gestos obscenos.  * No mundo moderno demais O tempo corre em círculos. As bicicletas navegam nas pistas coloridas. Jovem é quem enxerga longe. ....... (Com a força do verso de Sophia, poeta portuguesa)

Diário, 24.09.2021

                                                      para António Ramos Rosa À beira do precipício deixo as palavras caminharem na sombra Não desliza o que nasceu para se firmar em terra firme Renasce e recomeça o poema de céu e espuma de silêncio e vento Com a mão toca o princípio do verbo (talvez pelo prazer da escuta ou mesmo por ser pouco ou quase nada)

Diário, 23.09.2021

Alguns homens Na sombra dos dias e bem no escuro Respiram alguns mortais Sem máscaras nem índole de qualquer tipo De perfil já são estranhos (com o sorriso torto e dentes demais) Nos ângulos avessos ao esperado Traduzem aspectos esdrúxulos animais Agem e se escondem Roubam matam sufocam E as portas e as janelas nos contam Por onde os homens fogem, à sombra da luz                                                                 para Sophia de Mello Breyner * Nós Caminhávamos  compartilhávamos memórias As raízes do chão respiravam ao nosso redor tu e eu vivos, vivos cada um de nós carregava  imagens... 

À noite:

 Estamos perplexos! O ministro da saúde do Brasil se comporta como um adolescente muito mal-educado. Nossa! Vivemos dias e dias de vexames em série com esta viagem aos EUA diante do comportamento da comitiva presidencial, que nos representou na ONU, e, ao mesmo tempo, sentimos pavor ao confirmar, mais uma vez, onde estamos metidos!

Diário: um pouco da história do nosso Jardim Botânico

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Início da primavera

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  Os ciclos se renovam... E tudo começa no chão. 

Diário

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 Hoje, Dia da árvore,  no Jardim Botânico-RJ E a vida continua sendo reinventada.

O livro já está disponivel em pré - venda.

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 Participo com muita alegria desta publicação!  Abaixo o link de pré-venda: https://7letras.com.br/livro/janelas-para-o-outro/

Diário, 21.09.2021

 Meus caros, A pergunta de hoje poderia ser: Qual o peso da 'podridão'? Porque ela está bem disseminada neste momento em alguns países do mundo. E "eles", os políticos de sempre, mentem sem parar... * A fala de nosso presidente hoje na ONU é de causar espanto. Sangue frio e mentiras. Infinitas... * Mas, hoje, é o Dia da árvore! A vida verde que pulsa e nos devolve força! E, viva Greta! *

Diário, 20.09.2021

 Um dia cinza quase branco com faixas de interrogação no ar. São quase 9hs da manhã.  O bairro de Leblon, ontem, parecia um balneário, de fato. Moradores de todas as idades desfilavam roupas de academia. Homens e mulheres Sem idade e Sem máscaras. Quase todos pareciam mesmo ser jovens. Lastimável! * Quero os vincos em minha face Quero o tempo que vivi As linhas das travessias Os dramas que me marcaram as mãos e os pés  O corpo todo dobrado em ramos E os galhos secos dos temporais * Um instante Um lamento Uma alegria Uma ressurreição  * Sigamos...

Nota noturna:

 Vergonha internacional! A presença de nosso presidente na ONU sendo o único presidente sem estar vacinado, e  vociferando suas crenças anticiência é um total  absurdo em nosso século.  Vergonha sem limites!

Um vulcão em erupção

 Na ilha de La Palma o fogo sobe alto. Muitos habitantes foram evacuados. As imagens impressionam. Entre cinco e sete bocas soltam fogo e fumaça.  Nas Ilhas Canárias a surpresa se mistura com a perplexidade. Penso em Pompéia em outro tempo da história.  As narrativas se misturam com a ficção...

Diário, 19.09.2021

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  Livro de Ferreira Gullar, editado em Lisboa.  Com revisão de Augusto Sérgio Bastos.  Que beleza! Parabéns a todos que se envolveram na feitura deste livro!

Rio, 18.09.2021

 Diário,  Vivemos dias de um Governo indecente. Mentiras descabeladas e decadentes compõem  as tardes. Em vários níveis, confirma-se um ataque à  nossa humanidade. Lembraremos estes dias soturnos e sem rumo durante muito tempo.  O povo com fome, as terras indígenas sendo  desprotegidas, depauperadas. As florestas destruídas ... Respiro A boca diz o dia E as sílabas desordenadas soam São tristes clarões no final do inverno Quando os olhos veem o que não querem ver Em uma terra devastada e sem lei Na cidade que se consome  Em artifícios pueris  De insignificantes homens que nos governam * Hoje O azul corre de um lado ao outro do céu  Na solidão das coisas nuas O amor finca sua bandeira Um retrato em preto e branco na parede Não se confunde com a memória infantil E os minutos acendem momentos agudos Somos nós mesmos que vivemos a história  * Daqui pra frente entre o passado E o presente que me devora Tudo é fato?

Diário, 17.09.2021

 "Tal como antes..." Tal como antes... estes versos soam passageiros. São passageiros os dias vazios deste final de inverno. E não é assim que se comemora  a primavera chegando. Não. Que bom seria se não fossem dias de tanto destempero nem mentiras. Pois o que vemos são naufrágios  e loucuras loucas em demasia.                       Para Jorge de Sena *

Rio, 16.09.2021

 Diário  Chuva fina. Pouca. A temperatura balança.  * Novos gestos acalantam. Harmonia inesperada. No chão, minha terra. Ou sobre o papel pele Onde o ventre é verde e vivo As horas desta manhã soam Um apelo ao cerrado, às florestas. * O clamor não pode ser frio nem banal!

À tarde escrevo:

Mulheres e homens de outrora Há pedaços de corpos no jardim Estátuas andam ao meu lado Mulheres vestidas e enfeitadas de olhos sorridentes Guardam histórias de outras pandemias Observam o nosso mundo desigual Quase sem cor o dia surge azul desbotado E elas deslizam suas vestes longas No vento quente invernal Parecem tagarelar. Falam em outra língua Escuto sonoridades novas e palpitantes Crianças brincam de correr e voam Os pés não se confundem com as mãos Homens filosofam à vontade caminhando Alguns pássaros aprendem a falar e cantam Mulheres sorridentes se entreolham:  (E me observam?) Rio, 15.09.2021

Visitando Roma em 2016

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                                                     Fotos de José Eduardo Barros

Diário, 14 de setembro de 2021

A primavera se aproxima devagarinho. Um dia atrás do outro. Navegamos... * Se eu fosse ... uma estátua  Se tivesse pés de barro Bem quieta ficaria E dentro de algum jardim cheio de verde Na sombra de uma castanheira   Aguardaria as estações mudarem de roupa   Dourados outonos Vestidos e flores de todas as cores  Verdes verões de sol e trovões  Invernos de sono solto Até um dia voltar ao pó 

Rio, 13 de setembro de 2021

 Amanhece Nasce a segunda-feira carregada de espanto E o canto dos pássaros em organizado tumulto Acontece Demasiadamente grande parece ser esta semana Estamos exauridos A memória sobe e desce escadas Alguns labirintos se abrem Solares me parecem os dias do passado As cidades mais cansadas silenciam Outras estão desmoronadas Os oceanos povoados de lamentos Não dão conta de contar as histórias  Aqueles que submergem desaparecem rápido  Pedras e fumaças nos desvios Deixam ver longe  Homens e crianças  No frio entre as névoas  Mulheres caminham Algumas coisas ficam inexplicadas  E os olhos guardam para sempre O musgo os perfumes A terra vermelha Em retratos fatigados Onde as mãos não mais estão  (ps. revendo e revendo)

À noite

Nem sei o que dizer das comemorações dos 20 anos do 11 de setembro nos EUA.  Penso não haver nada a comemorar, exceto fazer uma revisão dos atos violentos já realizados,  inclusive pelos americanos. Obs. Saudades de Derrida para pensar a ética e o perdão.  Lembrando que política não se faz com aprontações.

Diario, 12 de setembro de 2021

 Notas femininas: A boa novidade é que a prefeita de Paris Anne Hidalgo se apresenta como candidata à Presidência da França.  E algumas mulheres ainda conseguem sair do Afeganistão fugindo, entre elas a cantora Ariana Sayeed (fugindo em um avião de carga). O Leão de Ouro no Festival de Veneza foi para uma adaptação do romance de Annie Ernaux, L'événement, como melhor filme da cineasta Audrey Diwan, que conta a história de uma brilhante aluna da década de sessenta na França. Obs. Saudades de Derrida para pensar "o acontecimento", que guarda sempre uma surpresa.

Rio, 11 de setembro de 2021

 Silêncio  (há mentiras demais no ar Falsidades  E armações) *

Poesia

 As linhas quebradas do poema ouvem o riso  a lágrima e a fúria O corpo solto que o desejo  e a boca não sufocam corre ao longo dos versos e expressa um rosto desenhado de nariz curto sobre o verde no azul da  terra redonda de ervas puras em folhas pernas densas penetrantes Redondos os seios de bondades infinitas: nossas índias guerreiras As mãos fortes remam cozinham e tecem  e amam: a água  a farinha de mandioca o peixe a palha  a terra o filho e o pai...

Diário, 10.09.2021

 Escrevo: Foi fake? Na sequência dos fatos e dos atos, inclusive os de linguagem, neste mundo onde estamos inseridos, alguns não sabem mais o que é fato ou o que é fake. Mas, há os que  reconhecem um ato, e, o diferenciam de uma atuação. São estranhos e cada vez mais bizarros os nossos dias. Há de tudo muito. Excessos para todo  lado.  Na festa de comemoração do dia 7 de setembro, a moda era se vestir com a bandeira brasileira. Entre feitos e gestos vimos de tudo, inclusive frases prontas escritas em outras línguas. Por aqui, nunca houve nada igual. Com ar de manifestação golpista, os fantasiados se moviam sem o ar  da graça. Ao contrário, carregavam o horror. Podemos sempre dizer: foi fake . Mas, o STF está aí para confirmar que, infelizmente, foi vero ! Aguardamos... * Enquanto isso, em Brasília, as nossas índias dão um show de civilidade e beleza.  Viva a nossa floresta!

Diário, 9.09.2021

  Persistir e Resistir! * Nota de repúdio: Difícil escrever o horror.  Difícil escrever a dor destes dias cheios de indignação.  O ato realizado no dia 7 de setembro pelo presidente de nosso país foi cruel com o povo  brasileiro. E não há como colocar "panos quentes", porque foi um ato repetido. Primeiro  foi vivido em Brasília e, depois, em São Paulo. As palavras escolhidas e repetidas dizem o  real deste momento, e, de fato, o que pensa este governo.   Indignação é o que sinto! E muita vergonha pelo país. Uma parte de nosso povo está rendida neste  discurso  indecoroso e lamentável. Discurso pobre. Fraco, sem escrúpulo. Lamento muitíssimo que estejamos vivendo tanta blasfêmia.
 Viagem A sombra no canto da parede desenhou a tarde E no brilho da noite riscou mais uma viagem que nascia Entre as cidades e seus desertos Entre os perfumes e seus pudores Nos combates e nas cortes que se ferem e disputam  No sabor que corrói o nosso pensamento sem sossego  Com a vida que se veste e reveste de imaginação 

Rio de Janeiro, 8 de setembro de 2021

 Diário: A pergunta do dia: E agora, Lira? * A segunda pergunta do dia: E agora, Aras? * Hoje é um dia estranho. O país acorda de ressaca desta política insana demais. Todos nós vimos e ouvimos as calúnia e impropriedades de um presidente despreparado,  sem ética e sem linguagem.  Os dias correm e o país só perde... O "mito" é de barro! * À tarde: Quem é Arthur  Lira, afinal? Um "engolidor de sapos" e de tudo mais? A quem serve este senhor?

Diário: 7 de setembro de 2021

Hoje é um dia no escuro.  Estamos a ver navios... E cavalos e fardas e armas. (Um pesadelo?) * Nota importante do dia: As palavras do presidente, hoje em live fechada, no discurso aos seus em Brasília na Praça dos Três Poderes traduzem seu próprio governo: incompreensível, louco e irracional! É lamentável, triste e decadente! * Quem vai colocar "ordem" nesta loucura? * Em SP agora, meus caros, o discurso é  delirante! E é muito grave o que acontece neste dia 7 de setembro de 2021.

Rio, 6.09.2021

 Jean-Paul Belmondo est mort.

Diário fotográfico, 5.09.2021

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Diário, 4 de setembro de 2021

O sábado nasceu para o homem Se um homem cresce e permanece  Deve saber que assim será  Se um homem se vê grande demais Talvez seja mesmo bem pequeno O sábado pertence ao homem E os demais dias da semana também  Domingo deve ser pra descansar Olhar longe e navegar Este sábado de setembro  Não é qualquer Somos nós a fazê-lo grande Suavizar e seguir com suavidade Nos dias seguintes Deixar passar a brisa da estranheza

Diário, 3.09.2021

 Agora As paredes da casa se calam São dias duros e de apreensão As paredes escutam O silêncio parece vir da tormenta Será que vai chover? As nuvens não estão no céu Estou quieta Os índios dançam em Brasília As mulheres vão caminhar O silêncio se faz ruído Um vagalume 

Diário, 2.09.2021

 Nota: Escutamos, ontem, no noticiário noturno da Espanha que eles aguardam a quinta onda do covid -19. E que uma nova variante do vírus já surgiu na África do Sul (e começa a circular em países distintos: Inglaterra e Portugal, por exemplo). A TV francesa mostrou um programa feito por cientistas do Canadá que sorrindo explicavam que é preciso plantar árvores, pois o vírus terá que se tornar "nosso amigo" e para contê-lo precisaremos proteger a natureza. Voilà! Atenção Brasil! *

Diário, 1 de setembro de 2021

Em setembro, algumas chuvas alimentam  galhos secos quase mortos e a terra e o cantos dos pássaros abrem  vozes e devaneios Em setembro de 2021 somos menos  e o ar se distende em torno de nós com restos de gritos que se alargam até os oceanos Quem grita? Será um braço de um imigrante ou o menino solto nas águas? Escuto gritos... Será um índio que nada diz? Ou as mulheres assassinadas? Quem ainda vai gritar?