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Mostrando postagens de fevereiro, 2015

O sonho da gaivota na livraria Cultura

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                              http://www.livrariacultura.com.br/p/o-sonho-da-gaivota-15069952

Resenha do livro Estrangeira por Roxana Eminescu

Solange Rebuzzi: Etrangère [1] (à elle-même) On ne le quitte plus, une fois saisi, cet ob-je/jeu qui se décline depuis le je, par le jeu, vers l’ob-joie. Un objet voulant , parfaitement identifiable mais inépuisable, que ce dernier livre de la Brésilienne riche de bon nombre de cordes à son arc. Journal de voyage – exclusivement citadin, Rio-Paris et retour, en passant par Lyon, Bordeaux, Nîmes, Caen (pour elle, en Bretagne !), Barcelone, Amsterdam, Buenos Aires et le Manaus de son enfance –, et journal de lecture, poème en prose, narration poétique et réflexion sur tout : sur la/les langue(s), et bien entendu sur lalangue , sur la lecture et sur l’écriture, sur l’histoire, ses sens et ses non-sens, et sur l’étrangèreté dans tous les sens. Il n’y a pas trace ici de la complaisance habituelle des écritures de l’intime. Solange Rebuzzi est une vraie étrangère à elle-même, membre de plein droit de la « communauté paradoxale /…/ faites d’étrangers qui s’acceptent, dans la ...

Com o Rio ao redor

O verão carioca nos espanta! Há um grande número de balas perdidas. Inexplicáveis.    E um calor infernal de mais de 40 graus. Há o hábito de frequentar praias lotadas de banhistas no final do dia. E as noitadas "ambevianas" nos bares. Há as manchetes que sinalizam, sem constrangimento e sem trégua,  os  roubos da/na Petrobrás. E um carnaval que se mostrou como o único prazer possível. O respeito ao cidadão que pensa e lê desapareceu. Assistimos a um desfile de dramas no verão. Sem alternativas, o banal e o trágico se apresentaram . Por favor,  que ao menos o Outono nos dê um descanso!                                                           ...

The Minimalist Evolution - CentOrchestra

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Escrevo:

Na quarta-feira de cinzas leio Annie Ernaux em Retour à Yvetot (éditions de Mauconduit) , que comprei no verão de 2013 em Paris. O livro, impresso em junho de 2013, traz fotografias do arquivo privado da escritora. Paguei 9 euros. Annie passou parte da infância em Yvetot na Normandia. A pequena cidade faz parte de sua escrita, e alguns de seus livros contam as idas e voltas da memória a essa pequena cidade. La place (Gallimard,1983), Une femme (Gallimard, 1987) e Se perdre (Gallimard, 2001) mais especialmente. Porém desde Armoires vides (Gallimard, 1974) , o primeiro livro, a ville já estava presente no texto. Comecei a pensar em escrever um novo livro durante os dias de carnaval. Não necessariamente lendo Annie, mas organizando uma pequena viagem de férias. O mais impressionante é que já montei a “boneca” do livro. E para os que desconhecem o termo (aprendido no convívio com a editora 7Letras) eu o explico. No papel pode-se muito! Vejamos: a ideia nasce e toma corpo, també...

Carnaval de 2015

Ao lado do jardim Na tarde de hoje, respiro um calor senegalês-carioca e aguardo. Não há nada a fazer. A cidade samba entre os jovens fantasiados que bebem os blocos dos bairros e os turistas que andam para todos os lados. Os habitantes locais, que não amam a temporada carnavalesca, muito pouco podem fazer. Tomar um sorvete no final do dia pode ser uma pedida. O risco é assistir aos últimos foliões que passam armados de fantasias e palavras duras, ou precisar ajudar ao Corpo de Bombeiros que transporta um desavisado de Brasília recém atropelado por uma moto, na Av. Visconde de Albuquerque, em plena segunda-feira de carnaval. A cidade ferve. Os restos das marchinhas chegam de longe arrebatados pela voz grossa do puxador de samba. Reconheço pedaços. A cidade fede. As pedras dos muros e das calçadas pedem água, mas ela está escassa. A cidade grita: ai!ai! Ao lado do jardim há um tapume de madeira e cercas de plástico. É inacreditável, mas o verde se escon...

Camille la prodige

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Homenagem a Tomie Ohtake (1913-2015)

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Em novembro de 2014, a artista plástica Tomie Ohtake completou 100 anos. E para comemorar foi aberta a exposição ‘Tomie Ohtake – Correspondências’, com curadoria de Agnaldo Farias e Paulo Miyada. “A ideia foi uma celebração. Mostrar a importância da Tomie dentro do cenário da arte brasileira. E para isso nós focamos em três aspectos fundamentais da obra dela: gesto, cor e matéria [ou textura]”, explica Farias. A obra acima foi apresentada na exposição paulista de 2014 pelos 100 anos da artista plástica que faleceu hoje.

Cidade da Palma de Maiorca - Espanha

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Palma de Maiorca - cidade velha (fotos de José Eduardo Barros em meados da década de noventa) A cidade guarda recantos inimagináveis. A estrada ao redor da ilha nos apresenta as montanhas e as pequeninas cidades com suas delícias culinárias e seus tesouros. Há muitas cabras pastando nas montanhas. Elas são mansas, lindas e claras. Pela primeira vez, mirei de bem perto as pupilas de uma cabra. Confirmei que a forma não é redonda. As pupilas da cabra têm a forma retangular! Mirei com espanto esses olhos que compõem o imaginário do nosso nordeste.

Empréstimo

Me pediram emprestado por equivoco. Cedi. Não posso mais viver assim. Quero de volta depressa meu anjo da guarda. Obs. Poema de meu primeiro livro publicado em 1991, Massao Ohno editor.