Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2011

Paris (Ópera de Paris)

Imagem
Esta imagem do início do século retrata o Opéra Garnier em 1900.  (Obra construída pelo arquiteto Charles Garnier). O palácio era comumente chamado apenas de  Ópera de Paris , mas, após a inauguração da  Ópera da Bastilha , em  1989 , passou a ser chamado Ópera Garnier.  A pedra angular da Ópera Garnier foi colocada em  1861  e a construção teve início no mesmo ano. Entretanto a obra foi interrompida por numerosos incidentes, incluindo a  Guerra Franco-Prussiana , a queda do Império francês e a  Comuna de Paris . Outro problema foi o próprio terreno, extremamente pantanoso, o que implicou contínuos bombeamentos de água durante oito meses, antes que as fundações pudessem ser lançadas. Dizia-se que existia um lago subterrâneo alimentado pelo rio  Grange-Batelière  - hipótese sabiamente explorada pelo célebre romance de  Gaston Leroux ,  O Fantasma da Ópera . Na realidade, o rio corre um pouco mais longe.  Foi com a obr...

O poeta Manuel Bandeira

Imagem
Poética Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo. Abaixo os puristas Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo De resto não é lirismo Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc. Quero antes o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbados O lirismo difícil e pungente dos bêbedos O lirismo dos clowns de Shakespeare - Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. Desencanto Eu faço versos como ...

Manuel Bandeira

Nota antecipada: Durante o primeiro ano de meu Mestrado na Puc-Rio, em 2000, escrevi sobre Manuel Bandeira para o curso do Prof. Gilberto Mendonça Teles. Transcrevo parte deste texto tímido, para os leitores de poesia que queiram vivenciar comigo a alegria de, ao ler Bandeira, iniciar alguma reflexão sobre sua escrita.  (Peço desculpas por não conseguir arrumar melhor o texto com as notas).  – A experimentação criadora      Na poética de Manuel Bandeira, a intertextualidade é presença. Tanto no livro Estrela da Manhã  quanto em  Mafuá do malungo , Bandeira experimenta o que a modernidade apresentava como lei fundamental: a construção e desconstrução concomitantes, o movimento complexo de afirmação/negação simultâneas de um texto ou outro, onde a experimentação do poeta se firmava. E logo na primeira quadrinha do livro Estrela da manhã  lemos: Atirei um céu aberto Na janela do meu bem: Caí na Lapa – um deserto... - Pará, c...

Luz e sombra (Jardim Botânico), R.J

Imagem

Francis Ponge e o "objeu"

Ponge trabalhou com as palavras , teorizando sobre o objeu ( objeto que se reporta a um fora “ob” – e ao mesmo tempo , de forma paradoxal , está inserido no jogo da linguagem ). O conceito construído pelo poeta dá à palavra estatuto de objeto verbal . Objeto que trabalha com o movimento de letras no jogo da linguagem , na tensão na qual ele se constitui a partir de uma exterioridade nos obscuros domínios da palavra-coisa. Mas , os objetos não são as coisas , conforme nos explica Christian Prigent na orelha do livro Francis Ponge, o objeto em jogo , desmontando a idéia de que Ponge é o poeta dos objetos . Esclarece o ensaísta e estudioso da obra pongiana que “Ponge é o poeta da distância das coisas e de seu engendramento poético na linguagem mesma que sua distância força à estranheza .” [1] Na expressão do poeta , percebemos que um “ objeu” é algo entre o objeto e o jogo , e apresenta-se no intervalo que a linguage...
Sem esquecer que hoje é dia 11 de setembro e que a humanidade ficou marcada pela forma como os EUA foi atacado, quero dizer também que, para além das muitas mortes e dos horrores vividos naquela data, há um excesso nessas comemorações! Transformar essa data em um Evento é um equívoco. Eu diria que é mesmo cruel com as gerações vindouras. E, traduz também a dificuldade de um luto. Além disso, é bom lembrar que não é possível sentir mais nada diante das imagens que se repetem nas televisões ocidentais, como se fossem cenas de cinema. Repito o filósofo Francesco Masci:  “a alienação (...) parece reenviar uns e outros em um jogo de espelhos refletindo ao infinito”. (trad. livre) Já passou da hora dos americanos (felizmente, não todos os americanos!) olharem ao redor para constatar que o sofrimento dos homens no mundo é imenso em diversos países! E que vivemos a “era das catástrofes”, ou melhor, neste momento de mundo há uma questão maior que não é só a dor da América do Nort...

Notas sobre tradução

1.        A tradução em andamento Sobre a tradução de “A cabra” de Francis Ponge em meus exercícios reflexivos e leituras visando um ensaio sobre a escrita de Ponge, encontrei um texto de Bernard Beugnot que me ajudará a escrever sobre a forma. Este também faz parte do material de Ponge depositado na biblioteca Jacques Doucet em Paris, a que fica dentro da Biblioteca Sainte-Geneviève. Traduzo alguns detalhes de minha pesquisa em obra buscando inserir no movimento da escrita, inclusive os arquivos. Comento rapidamente que no arcabouço destas primeiras experiências com Manuscritos de poetas e escritores brasileiros, desta vez na Casa Rui Barbosa aqui no Rio de Janeiro em 2001, eu me deparei com um caderno de notas de Manuel Bandeira. O fato se torna mais interessante agora, em função da semelhança com um dos cadernos de Ponge; o nomeado “caderno rosa ou beige”. Ambos escolheram escrever em um caderno quadriculado que parece mais próprio para contas ou números...

Ano mundial da árvore: árvores do Jardim Botânico em homenagem a Frans Krajcberg

Imagem
                                           Árvore papel                                             Palmeiras Imperiais                                                           Jambeiro do Ceilão                                                            Jaqueira

Poema do dia

Acima da paisagem Era branco e longo o vestido em dobras Era preta e  branca a foto no branco mármore Na noite    o negro aclara o volume do corpo Ela desliza desaparece o ponto escapa    ao olhar "Il faut qu'elle sorte"

O passado no presente - releituras da modernidade

Imagem
Clique no link abaixo para conhecer a programação Seminário: O passado no presente - releituras da modernidade