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Mostrando postagens de agosto, 2019

ENQUANTO

Enquanto os homens discutem assuntos banais a nossa floresta queima! As Nações do mundo vociferaram, mas nada aconteceu nesta urgência primeira que não foi olhada de forma forte o suficiente para sanar o mal que nos acontece; os homens deste nosso tempo gostam de olhar o próprio umbigo (se quisermos usar uma expressão mais banal)! A humanidade padece de seus próprios atos. E já houve momentos piores. De Sigmund Freud a Hannah Arendt, tão lidos e admirados, e ainda - em um caminho pouco aclamado aqui no Brasil - temos os textos do escritor alemão Stefan Zweig que nos chamam a refletir sobre a urgência dos perigos de atos realizados contra a própria humanidade. Enquanto isto as tvs alardeiam o Nada de forma tão inconsequente. Noticiários gostam de falar de economia, e do sobe e desce da bolsa de valores e do dólar. Enquanto o nosso mundo deixa queimar a floresta, enquanto os gastos com as pesquisas de nosso país são sucateados e até os jovens pesquisadores perdem suas “bolsas ...

Homenagem a Jorge de Sena

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Aviso de porta de livraria Não leiam delicados este livro, sobretudo os heróis do palavrão doméstico, as ninfas machas, as vestais do puro, os que andam aos pulinhos num pé só, com as duas castas mãos uma atrás e outra adiante, enquanto com a terceira vão tapando a boca dos que andam com dois pés sem medo das palavras. E quem de amor não sabe fuja dele: qualquer amor desde o da carne àquele que só de si se move, não movido de prêmio vil, mais alto e quase eterno. De amor e de poesia e de ter pátria aqui se trata: que a ralé não passe este limiar sagrado e não se atreva a encher de ratos este espaço livre onde se morre em dignidade humana a dor de haver nascido em Portugal sem mais remédio que trazê-lo n'alma.                                                                       ...

Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen

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25 de abril Esta é a madrugada que eu esperava O dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo Revolução Como casa limpa Como chão varrido Como porta aberta Como puro início Como tempo novo Sem mancha nem vício Como a voz do mar Interior de um povo Como página em branco Onde o poema emerge Como arquitectura Do homem que ergue Sua habitação                27 de abril de 1974 Poemas da Obra poética, Tinta da China. Brasil, 2018

Vergonha

Agora, sim, quando uma parte do país treme e se entristece. Agora, sim, quando algumas mulheres se envergonham mais, é, sim, quando nos vemos frente ao fogo no Amazonas em labaredas que não escondem o que nos atravessa: um luto pelas ações contínuas de um governo que não se respeita, sequer respeitará os demais!

Árvores do Jardim Botânico de nossa cidade

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                                                         Fotos de Jose Eduardo Barros

Poema de agosto

O corpo da pedra é verde e musgo. É cinza e preto. É vazio e quente no toque das mãos frias.   E é sem perfume. A pedra que cobre o campo e o vale se mistura ao azul noturno. E pode ser molhada de sal a pedra do mar onde piso cuidadosa e rápida desde menina. O corpo da pedra não está morto. Recua e avança junto ao vento que lhe lambe as tranças de areia fina.

Sem título

Está pegando fogo O humanismo no mundo está reduzido a quase nada. E isto se mostra na política tanto quanto nos costumes. Se nossos jovens não leem filosofia nem literatura, se buscam o efêmero na diversão e no álcool perdemos em algum momento o fio da história que nos transcende e nos ilumina como homens atentos ao homem e não apenas ligados à economia e ao ócio, após divertimentos, cada vez mais, excêntricos e violentos. Preghiamo/ oremos nos disse o Papa Francisco neste domingo. Só mesmo rezando, reflito recolhida neste momento em que escrevo. O cenário do mundo não nos anima. Ao contrário, estamos tristes e sendo, constantemente, confrontados a governantes sem ética nem moral que tomam medidas descabidas e que mentem descaradamente enquanto agem formando um cenário televisivo nunca visto. O Amazonas arde em chamas. Inimaginável! Não são apenas as áreas filmadas que acendem as labaredas que queimam, mas é o nosso horizonte mais próximo que se perde neste incêndio també...

Destruição, queimadas, agrotóxicos, etc, etc

Momento único no mundo: os movimentos que acontecem agora em vários países traduzem o perigo que o governo brasileiro representa, neste momento, para a Natureza. Bolsonaro não participa do mundo lúcido de jovens e adultos que não aceitam mais a destruição das árvores e a liberação dos agrotóxicos, etc, sempre com o mesmo argumento, já falido, de que o Governo defende o crescimento da economia. Um homem despreparado e “alucinado” não pode dar conta da função que ocupa. Seu discurso o incrimina e suas ações confirmam o fato! Finalmente, o mundo acorda! Acorda Brasil! Rio, 23.08.2019

Agosto

Rio de Janeiro é algazarra de carnaval Música e samba no pé diante do varal Rio de Janeiro é tiro pra cima pra baixo e pra todo lado E o governador comemora mais um pela polícia fuzilado Rio de Janeiro triste com a chuva que invade terras e casas Um monte de gente séria e sem dar conta das misérias Rio de tantos gastos impensados e montes de lixos jogados A bordo dos mares antes navegados no luxo ignorado De janeiro a agosto muito desmando nos governos E comandantes e governantes saboreiam a esmo   Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2019

Sobre o livro Estrangeira

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Tribo indígena brasileira. Mulheres que plantam...

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Um dia cheio de saudades...

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Poema inédito escrito em 1994

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                                                              Poema escrito dentro do livro                                                               de Walt Whitman Folhas das folhas                                                               de relva. Prefácio "Folhas da relva"                                                               de Paulo Leminski, Brasili...

Simone Cristicchi Emozioni

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Praia do Flamengo - a caminho do MAM

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                                          Dois momentos. Fotos feitas por mim.                                                  

Força aos imigrantes

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                                                               Poema do livro: O riso do inverno

Praia do Leblon com poesia

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                                                                 Rio, inverno de 2019

Cadernos de viagem - diversos

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Anotações feitas durante o Doutorado

Poema

A Groenlândia derrete Dedos brancos Profundezas do mar Barbas gris emergem Abismos gelados Misturam o azul Restam blocos altos Ossos de pedras negras Bordados de algas Desaparecidos Tons diversos balançam Peixes piscam Pescadores observam Raios de ozônio Redes de náilon vazias Oceanos sobem Derrete a Groenlândia PS. este poema me chega soprado pelo frio deste domingo invernal carioca. Rio, 04.08.2019

Cadernos (folhas)

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Série desenhos: árvores

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