Rio, 31 de agosto de 2021
Diário, Gosto que termine o mês de agosto, finalmente. Dias de sustos e tristezas agudas. * Deste lado do mundo ou do lado de lá há vazios e destemperos e calamidades. * Talvez nos reste tão pouco. Nada senão muito trabalho e feridas a curar. * Amanhã Quando o amanhã chegar Os vazios abrirão portas Muitas portas e vãos E a dança no lugar das mãos Em sinal de esperança Um pouco de tudo nos dará uma outra vez * Setembro, De ti ainda espero flores Nas palavras que dizem muito E rasgam a própria ferida Com tudo que um poema pode dar