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Mostrando postagens de janeiro, 2015

Christine and the Queens - Christine (Video Lyrics)

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Carta de verão

Quem nasceu primeiro não fui eu nem você.  Quem nasceu primeiro foi a árvore centenária que suspira ali ao  lado da jaqueira. Junto ao telhado cresceu o pé de flamboyant misturado aos musgos do muro alto e  branco lavado pelo tempo. Quando você veio morar comigo as mangueiras ainda davam flores e os sabiás chegavam cedo, diferentemente das cigarras. Estamos mais velhos. O sol ainda arde nas narinas molhadas de sal. Nunca nos surpreendemos tanto com os gestos humanos como agora. Mandarei um recado aos anjos do universo: Por aqui - entre a água e a luz - corre a insanidade sem moderação. (Mas, o solo ainda respira fértil.)                                                            Rio de Janeiro, 30.01.2015.

Livro "no forno": O sonho da gaivota

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                                                 Prova de capa

...e o sol nasce no mar

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                                                           Rio, janeiro de 2015. 

"ÊTRE MÈRE" - psicanalistas falam da maternidade.

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Tschann Libraire & les Éditions Navarin vous invitent à la présentation de l'ouvrage collectif Etre mère , des femmes psychanalystes parlent de la maternité. Ouvrage dirigé par Christiane Alberti Le Lundi 19 janvier à 20h30

Poética do bordado

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                                        Retomando gestos aprendidos na infância.

Traduzir, Testemunhar Francis Ponge

                  ÍNDICE Traduzir, testemunhar .................................................17                         I TRADUÇÃO E TESTEMUNHO 1. O percurso da leitura ................................................ 23 2. O poeta em versos .................................................... 39 3. A fabricação em processo .........................................49 4. As cartas em detalhe .................................................63 5. A aranha e a cabra: figuras de escrita ......................72                         II ASPECTOS DELICADOS DA TRADUÇÃO 1. A escrita como um dom ......................................... 83 2. As relações entre psicanálise e tradução ................ 88 3. Sutilezas do inconsciente do tradutor ................... 100 Notas .......................................

Colagem no caderno de viagem

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Reflexões em 11 de janeiro de 2015

Em qualquer lugar do mundo, do mundo dito civilizado, ouvimos em uma mistura de vozes o clamor pelos direitos humanos. São as muitas línguas e costumes que nos alcançam e promovem reflexões distintas. Esse clamor, que não é necessariamente político, é, antes de tudo, humano. Os avanços científicos e tecnológicos, que tanto podem ajudar ao homem de nosso tempo, não só promovem benefícios sociais aos nossos dias. Ao contrário, eles muitas vezes complicam e invadem o nosso dia a dia! Eu diria até mesmo que mudaram as regras do viver pois, agora, habitamos ao lado de computadores e celulares mas não mudamos ainda o suficiente nossa própria vida beneficiada por tantos aparelhos. A urgência nesse momento é grande, e a luta se faz também entre os poderes econômicos e os órgãos que tratam da ética e da moral humana. Vai ser preciso o exercício de uma prática livre e responsável. As solidárias manifestações vividas na França e assistidas e partilhadas no mundo traduzem o desejo de mui...

Liberdade de pensamento! Liberdade de expressão!

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                              Em apoio às manifestações espontâneas que acontecem na França                               depois dos atos brutais sofridos pela população nos últimos dias.

Soneto (em exercício)

Soneto do sorriso De longe a imagem está distante. De perto Ela se mantém em confraria. É azul o xale de algodão e não se separa do restante. O sorriso da Virgem se descobre honraria. Na igreja da Sicília esquecemos de fazer um pedido. O silêncio de repente se impôs. O menino no colo é familiar e comedido. E parece estar confortável ali onde se compôs. A mulher que o carrega oferece o seio. Não se distingue de outras mães. O brilho do olhar desta Senhora é esteio. Penetra o pensamento mais longínquo. O sorriso não é qualquer: Mona Lisa se surpreenderia (ele é oblíquo).

Poema

RELÓGIO As horas das manhãs de domingo ao redor. O relógio oito recomeça. Bate o tempo das ruas. Os pés inchados anunciam a seca. A chuva e o sol não se misturam. Relembro a infância em Manaus. Lá os homens trabalhavam no verão nas plantações de abacaxi. Descansavam no embalo da rede mascando tabaco. Os poetas do norte e nordeste examinam o verso a cada romaria. O pranto lhes chega de repente. E, embora os olhos pisquem, não dão conta da maré cheia. À margem do rio Negro a areia é alva. O relógio bate sete horas. A boca sem segredos sente angústia. Mais de sessenta anos... Enfrento a esperança Revejo espaços da infância (os pés cansados de correr na grama e um copo d’água engolido de uma só vez!) 5 de janeiro de 2015.

Colagens no caderno de viagem

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Fabrizio De Andrè - Canzone dell'amore perduto /Canção do amor perdido

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Homenagem ao grande cantor e compositor italiano

Colagem e caderno de viagem

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Recomeço:

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 As areias e o vento se movem... Caminhar   caminhar As horas do dia correm Os braços respiram a luz Os músculos agradecem Sentir os dedos dos pés no chão Alongar A energia alcança o alto da cabeça caminhar   caminhar pedalar   pedalar nadar   nadar Relaxar, relaxar Ler sempre ler e volver aos clássicos (Que 2015 seja um ano que inspire responsabilidades e respire respeito ao próximo!) FELIZ ano novo a todos!      Em 1 de janeiro de 2015. Final do Leblon.