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Mostrando postagens de janeiro, 2015
Carta de verão
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Quem nasceu primeiro não fui eu nem você. Quem nasceu primeiro foi a árvore centenária que suspira ali ao lado da jaqueira. Junto ao telhado cresceu o pé de flamboyant misturado aos musgos do muro alto e branco lavado pelo tempo. Quando você veio morar comigo as mangueiras ainda davam flores e os sabiás chegavam cedo, diferentemente das cigarras. Estamos mais velhos. O sol ainda arde nas narinas molhadas de sal. Nunca nos surpreendemos tanto com os gestos humanos como agora. Mandarei um recado aos anjos do universo: Por aqui - entre a água e a luz - corre a insanidade sem moderação. (Mas, o solo ainda respira fértil.) Rio de Janeiro, 30.01.2015.
"ÊTRE MÈRE" - psicanalistas falam da maternidade.
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Traduzir, Testemunhar Francis Ponge
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ÍNDICE Traduzir, testemunhar .................................................17 I TRADUÇÃO E TESTEMUNHO 1. O percurso da leitura ................................................ 23 2. O poeta em versos .................................................... 39 3. A fabricação em processo .........................................49 4. As cartas em detalhe .................................................63 5. A aranha e a cabra: figuras de escrita ......................72 II ASPECTOS DELICADOS DA TRADUÇÃO 1. A escrita como um dom ......................................... 83 2. As relações entre psicanálise e tradução ................ 88 3. Sutilezas do inconsciente do tradutor ................... 100 Notas .......................................
Reflexões em 11 de janeiro de 2015
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Em qualquer lugar do mundo, do mundo dito civilizado, ouvimos em uma mistura de vozes o clamor pelos direitos humanos. São as muitas línguas e costumes que nos alcançam e promovem reflexões distintas. Esse clamor, que não é necessariamente político, é, antes de tudo, humano. Os avanços científicos e tecnológicos, que tanto podem ajudar ao homem de nosso tempo, não só promovem benefícios sociais aos nossos dias. Ao contrário, eles muitas vezes complicam e invadem o nosso dia a dia! Eu diria até mesmo que mudaram as regras do viver pois, agora, habitamos ao lado de computadores e celulares mas não mudamos ainda o suficiente nossa própria vida beneficiada por tantos aparelhos. A urgência nesse momento é grande, e a luta se faz também entre os poderes econômicos e os órgãos que tratam da ética e da moral humana. Vai ser preciso o exercício de uma prática livre e responsável. As solidárias manifestações vividas na França e assistidas e partilhadas no mundo traduzem o desejo de mui...
Liberdade de pensamento! Liberdade de expressão!
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Soneto (em exercício)
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Soneto do sorriso De longe a imagem está distante. De perto Ela se mantém em confraria. É azul o xale de algodão e não se separa do restante. O sorriso da Virgem se descobre honraria. Na igreja da Sicília esquecemos de fazer um pedido. O silêncio de repente se impôs. O menino no colo é familiar e comedido. E parece estar confortável ali onde se compôs. A mulher que o carrega oferece o seio. Não se distingue de outras mães. O brilho do olhar desta Senhora é esteio. Penetra o pensamento mais longínquo. O sorriso não é qualquer: Mona Lisa se surpreenderia (ele é oblíquo).
Poema
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RELÓGIO As horas das manhãs de domingo ao redor. O relógio oito recomeça. Bate o tempo das ruas. Os pés inchados anunciam a seca. A chuva e o sol não se misturam. Relembro a infância em Manaus. Lá os homens trabalhavam no verão nas plantações de abacaxi. Descansavam no embalo da rede mascando tabaco. Os poetas do norte e nordeste examinam o verso a cada romaria. O pranto lhes chega de repente. E, embora os olhos pisquem, não dão conta da maré cheia. À margem do rio Negro a areia é alva. O relógio bate sete horas. A boca sem segredos sente angústia. Mais de sessenta anos... Enfrento a esperança Revejo espaços da infância (os pés cansados de correr na grama e um copo d’água engolido de uma só vez!) 5 de janeiro de 2015.
Fabrizio De Andrè - Canzone dell'amore perduto /Canção do amor perdido
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Recomeço:
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As areias e o vento se movem... Caminhar caminhar As horas do dia correm Os braços respiram a luz Os músculos agradecem Sentir os dedos dos pés no chão Alongar A energia alcança o alto da cabeça caminhar caminhar pedalar pedalar nadar nadar Relaxar, relaxar Ler sempre ler e volver aos clássicos (Que 2015 seja um ano que inspire responsabilidades e respire respeito ao próximo!) FELIZ ano novo a todos! Em 1 de janeiro de 2015. Final do Leblon.