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Mostrando postagens de maio, 2026

Diário feminino

Domingo de final de maio. Mês festivo de muitas datas. A memória trabalha em silêncio. Restam pontuações.  As cores da tela ganham o céu. Gestos rápidos de muitos tons em rosa. As mãos acomodam a limpeza da casa seguindo de forma gratuita. Rimos. E a mídia internacional permanece longe. Enquanto a manhã inventa olhares entre nós.  Quando a tarde chegar... quando os braços prontos a abraçar receberem as visitas, neste domingo, em 31 de maio de 2026. PS Um diário gosta de ser acordado em letras,  grafias e gestos. Cafés acompanhados sob a luz do amanhecer. Quando o cansaço das pernas pedirem mais e mais assuntos diversos, escreverei un peu plus. Voilà!

Homenagem:

Partiu, ontem, o querido Edgar Morin. A quem só temos a agradecer! Cumpriu sua missão lindamente. Escreveu, ensinou e transmitiu princípios humanos. Estava com quase 105 anos. Uma beleza de lucidez!

Amanhã é sábado:

Dia de poesia e dia de Carlos Drummond! Dia de Vinicius de Moraes.  E muito mais. No dia a dia leia poesia pois não somos só o que vemos acontecer. O que está distante e insiste nem sempre é o rosto evidente. * Um homem na tarde transparente. Sóbrio  sobre a terra anda. Gestos brandos. O olhar escuta o mundo. Irmão das coisas. Irmão das almas.

E vem aí

um outro sábado mergulhado em sustos e falcatruas? E vem, também, cheio de horrores espalhados pelo mundo? Algumas 'cabeças vão precisar rolar'... Há presidentes que parecem estar surtados. Meus caros, nem dá pra acreditar.  Casos graves de mil caras & mil bocas. E cidades estão sendo desmontadas. E morrem e morrem histórias.  E morre parte de nossa civilização.  Enquanto, governantes sérios devastados pelo horror não aguentam mais. E, nós, com o coração na mão gritamos a nossa dor: a dor de gente como nós. 

Escrever e pensar

Escrever e ler. Escrever a vida e seus descaminhos. A vida e seus desvios. Política em alvoroço. Destroços.  Descabidos atos. Sadismo.  Desmandos do passado. Eu digo. Tu dizes,  Mas, ele precisa dizer!

Eu soube,

 hoje, que a família dos "B" tem uma mansão nos EUA,  avaliada em milhões de dólares! Mas, como assim? No Texas "que te pariu"?! Ironia é pouco. Quanto desconforto. Quem explicará o quanto de dinheiro 'roubado' foi levado de nosso país pelas mãos destes senhores, sádicos senhores da política.  Quando saberemos os reais laços de interesse que existem entre o governo dos Estados desunidos e esta família tão destrutiva? Acordem o jornalismo de nosso país ! É preciso criticar, meus caros! É preciso investigar (Porque não dá pra aceitar tanta loucura travestida ao mesmo tempo...) Rio de mentiras, em maio de 2026.

Governos e prefeituras

 Enquanto os governantes daqui não entenderem que não é mais possível cortar árvores, teremos cada vez mais uma cidade de cimento e sem oxigênio suficiente. Teremos cada vez mais poluição de todos os tipos e um desrespeito com todos os habitantes da região.  Enquanto continuarem privilegiando turismo & mais turismo, shows & mais shows teremos uma desordem causada por orlas de ganância e bebedeira geral. Etc. Já vimos muitas vezes como fica a cidade durante e depois de eventos gananciosos que passam como fumaça... Investir na população, em parques e espaços verdes é algo de outra ordem, meus caros! É preciso investir e educar! Assim, depois, poderemos ter belos espetáculos culturais!!!

Poesia transversal

A IA mata. Os drones carregam bombas. A matança geral  não serve pra nada.                                 E há traficantes de armas.                                 Países vendem armas  pra todo lado!                                                             Países da Otan ganham grana com armas.... Chove drones em Gaza.  Chove destruição no Líbano. E os Estados desunidos continuam agindo  na contramão do mundo. Chove ameaças ....

Alguns homens

Alguns homens caminham construindo E outros caminham para o fim do mundo Os primeiros observam tudo ao redor de si Enquanto os outros só olham o próprio umbigo Para a plantação da terra há espaços vazios E os rios navegáveis estão habitados de ribeirinhos  Mas os peixes sem cor nas muitas marés  Fogem para recantos perto dos recifes profundos São tão diversos os cenários do viver Há árvores e sonhos a plantar No universo onde bombas circulam destruindo Há vinhas e vinhos a frutificar Em mãos que escrevem partilhando a plantação  Mas alguns homens perdidos insistem na destruição: Malditos malignos Que trafegam, somente, Na contramão!

A arrogância do presente

 E só quero lembrar que não podemos virar as costas para as catástrofes de agora. Boa noite, meus caros!

Diário feminino

 Na infância, antes ainda da adolescência, tive um Caderno de pensamentos. Caderno simples e cheio de frases escolhidas por mim a partir das leituras que eu já fazia naquela época.  Mantive este caderno durante décadas, sempre perto de meu Diário de capa dura. Hoje, reconheço estes espaços de escrita como o início de meu trabalho literário, e eles fazem parte de um processo de criação.  Escrever e ler. Escrever copiando, escrever...

Braços cobertos

Um frio leve. Os braços cobertos junto ao corpo. Lentidão. O corpo aguarda um alento. Nas prisões de Israel nada agasalha a falta.  Mulheres e crianças sôfregas  e um frio sem fim.  Dor e fome. Sede e comichão.  Cobertor no colchão? Palavras gastas. Sim ou não.  Sede sempre  (e um sono morto de fome)!

Vem chegando a noite

Diário feminino Nasci prematura. Uma coqueluche inesperada chegou  a mim  com alguns meses. Vivi desdobrando-me. Até hoje é assim. Mil e uma noites e um passado de muitas histórias.  Olhos e mãos aqueceram a voz em brasa. Desdobrando-me.  Sílabas. Música  no tempo que ainda temos. Dentro de portas e janelas abertas, um infinito.

Manhã de maio

Ainda e sempre o tempo. Alguns desperdícios nos dias vividos. Sou a concentração da flor  aberta e repolhuda no galho verde. Enquanto alguns dormem as paredes brancas da casa escutam. E escutam. Acordada vivo na reflexão.  Os dedos curvos acontecem. Nas telas criam cores sonhos-poemas  entre a escrita do mundo rabiscando contornos  insistindo em diários  ou revelando.... A palavra erguida ao vento segue; pensamento!

Que mensagem nos dá a Palestina?

 Anoitece e reflito. Em poucas palavras: A Palestina nos causa espanto na mensagem de amor e de resistência.  Que possamos ler nas entrelinhas, porque o que sustenta um povo  é bem além da coragem. Enquanto em Israel,  neste Estado que só destrói  resta um caminho suicidário. Pensem sobre isso.

Divulgação do livro Quase sem palavras, ed 7letras. 2011

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  https://www.touchelivros.com.br/quase-sem-palavras/ Então, divulgo da maneira que consegui. Clique no link acima para conseguir ler melhor. Agradeço!

Diário, 21 de maio

Nasce um dia mais frio no Rio. E nasce encoberto e com chuvas finas. Leio, logo cedo, que o Senado americano vai frear a Guerra com o Irã. Ufa! Leio, também, que o verão europeu deve ser quentíssimo. Imagine. Por aqui, ainda autorizam cortar árvores na nossa cidade. Mas, lutaremos contra sem parar... Não bastasse o Jardim de Alah que destruíram desrespeitosamente. Um recanto lindo da  cidade e um respiro. Um canal de passagem do mar para a lagoa cheio de árvores.  Transformaram em um canteiro de obras visando fazer restaurantes no local. Um horror! Escrevo, escrevo.... A cidade segue perdendo!

Poesia sem título

Devemos suportar estas violências diárias? Em nome de quem? Quem nos ajudará  a suportar isto? Aprendemos  a olhar e olhar de novo a fome            as guerras                             os assassinos                                  e os governos loucos.  Saberemos guardar as lágrimas  e os soluços? Não é mais possível,  não. Nós já sabemos. É preciso vomitar as palavras por escrito. E soltar  os prisioneiros. E cuidar dos famintos. E não deixar de gritar: o grito mais alto. - Basta! Em 20 de maio de 2026.

Declaro: "Todos os dias"

 "A guerra não é mais declarada, mas mantida. O inaudito  tornou-se ordinário. O herói  fica longe das lutas. O fraco é deslocado para as zonas de combate. O uniforme do dia é a paciência, a condecoração, a pobre estrela da esperança sobre o coração. "         Ingeborg Bachmann Atual e pertinente, os versos de Ingeborg nos alcançam.  P.155 do livro O tempo adiado e outros poemas Todavia, 2020 Tradução de Claudia Cavalcanti

Governos infames e violências

Corre o Tempo de alguns governos infames! Podemos nos desdobrar na questão. Aos poucos... As "cobras estão fumando": E os jornalistas não sabem mais como dar as notícias nos noticiários. Os comentaristas estarrecidos ficam sem vocabulário. Assistimos em estado de choque. Aguardamos as palavras dos historiadores que consigam ainda construir algum caminho. Aqui, na nossa cidade do Rio de Janeiro, e em outras cidades do Brasil e mesmo do mundo está tudo parecido. Um governador negocia cargos com traficantes em gravação registrada, um ministro do Supremo é ameaçado de morte no aeroporto e antes de embarcar, um presidente europeu cria uma lei onde há, a partir de agora, um outro estado entre a guerra e a paz, (lembramos Agamben que teorizou sobre o "estado de exceção", o presidente americano continua fazendo ameaças de invadir um outro país.  Ainda continuamos diante dos bolsonaros nos ameaçando, nos constrangendo e estarrecendo sempre se vangloriando de maldades e loucu...

Ainda sobre o Tempo

 "Uma centena de vezes mais nobre é aquele  Que pode dizer, na luz de um relâmpago: 'Aqui está a nossa vida'."                                              Bashô (Do livro Diários, p.190. Andrei Tarkovski) Tradução do original russo Alexey Lázarev. Realizações editora, 2012 * Um livro. Muitos livros. Diários, infinitos relatos. Anotações, citações, poesia. * Andrei Tarkovski Cineasta russo que no último ano de vida disse: "A vida da sociedade é material; sua organização é pragmática e empírica.  Os frutos da vida espiritual nem sempre são visíveis, são lentos e dirigidos para o interior do homem. (...)" Orelha do livro já citado acima. Rio de maio, 2026 andando...

'Pensar no tempo' com Walt Whitman

 "O céu continua lindo", sim. E, certamente, "o prazer dos homens com as mulheres nunca será saciado". A escuta e a escrita caminham em nuvens interligadas Uma explosão de alegria quando nasce verdadeira alcança árvores e folhas.  Os fios e a trama compõem o passado. O presente é o agora. (E nem tudo podemos tornar realidade....) Rio de maio, 2026

Sábado de poesia

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 Há quase sessenta anos morei em Washington por três meses. Na época, frequentei Walt Whitman High School. Foi mesmo uma experiência cheia de novidades e estranhezas ao mesmo tempo. Fui matriculada como estudante estrangeira. Há muito a contar sobre tudo isto desde a hora da entrada quando todos cantavam de pé o Hino à Bandeira e eu permanecia em silêncio até as aulas de francês onde eu era a melhor da turma. No curso de inglês para estrangeiros, eu também era muito boa e os outros alunos latino-americanos estranharam. Eu estranhei muita coisa: a ignorância de minhas colegas americanas que não sabiam nem mesmo onde ficava o Brasil. O treinamento de incêndio com sirenes tocando e todos os alunos esvaziando a escola ao mesmo tempo. Ainda as aulas de typing, nas quais aprendi a usar a máquina de escrever; o que hoje me ajuda no teclado do computador. Detestei as aulas de ginástica e o banho a seguir obrigatório. E gostei da aula de matemática que eu dominava. Eles estavam atrasados po...

Minhas canções

Canto um escândalo de arrasar.... De Walt Whitman ao mundo de hoje as canções existem e, também, são tristes. Tristes em demasia: Os homens infames mentem demais. A hora é essa de  prender mais e mais. .... Senadores ? Quem mais? Trabalho pesado e sujo, da obscuridade à indiferença da lei. Com argumentos que a Extrema-Direita não  quer ver nem ouvir, está ficando feia a situação.  Um filme sobre um homem sem caráter  não tem lugar. Mas desviar para se dar bem, isso, sim,  é de arrasar. Na rapidez e sem timidez eles gostam de roubar. Revelam a amizade na familiaridade. E nem dá pra crer. A língua veloz é sem desvio vai direto ao ponto: - Mande mais grana. Mais.... Minha canção seguirá mostrando calmamente ou  "acelerando pelo céu e pelas estrelas, acelerando".... A caminhada é longa. * Os poemas não são cinzas no chão.  É preciso pensar no hoje e no amanhã.

Nota noturna

 Está um silêncio por aqui.. É preciso ter atenção às notícias que correm. Caem as máscaras de vez! Ufa. Respiro..

Construir o tempo da leitura

 Tenho encontrado tempo para ler mais. E leio livros que já li no passado. Agora é a vez de Yukio Mishima, o japonês tão traduzido no mundo. Releio Neve de primavera. Estação Liberdade, 2024. São mais de trezentas páginas com a tradução do japonês e notas de Fernando Garcia. Trabalho menos com a escuta depois de tantos anos. E leio e escrevo bem mais. O tempo, meu companheiro, tem me dado espaço até para voltar a cozinhar ou passar alguma roupa. Gestos lentos acompanham as horas de meu dia cheio de reflexões. Hoje mesmo, estive passando um vestido de linho verde e voltei à Itália. As fibras rugosas da trama me levaram às telas pintadas por pintores dignos de estudo. Giotto, um humanista, penso alto. Novas arrumações na sala agora encontram lugares mais dignos aos livros que, assim, se aproximam do toque das mãos. Não posso mais deixá-los no chão. Ave Maria! Repito: construir o tempo da leitura, sim, como quem se alimenta e bebe água. Como quem se protege deste mundo louco e permane...

13 de maio

Data a ser comemorada. Em família era uma data especial. Aniversário de vovô Lins e casamento de meus pais.  No ano de 1950 na casa da cidade alta, junto ao Palácio do governo, a festa foi de dança com direito a bolo de casamento, abraços e beijos. Dizem que foi mesmo inesquecível! Não viviam a rapidez do mundo de hoje e dançavam abraçados, com os corpos quentes e os sorrisos nos lábios. Vestidos longos e justos nas mulheres e cabelos arrumados.  Os homens arrumavam as gravatas de cor em ternos sóbrios. E alguns usavam a famosa gravata borboleta. Cabelos curtos, bigodes.  As crianças participavam. Corriam pela casa em recantos inimagináveis. Encontravam a brincadeira atrás dos móveis antigos. Ou nos objetos que enfeitavam. Flores e mais flores para todo lado... Doces cristalizados. Eu não estava por lá, não! Mas a imaginação anda ligeiro. 

Leituras múltiplas

 De: Togo México  Emirados Árabes  Argentina Reino Unido Brasil  Iraque Colômbia  Vietnã  Marrocos Moldávia  Equador Etiópia  Egito Países Paixos Panamá  Bangladesh  Itália  Nepal Israel E tantos mais que chegam incansáveis por aqui. Como se a língua fosse  só um degrau  a se revelar  entre aquele que fala  e o outro que lê. Leitores de afetos e de águas novas entre povos e nações.  Espanha Albânia  Canadá  França  Chile Estados Unidos Hong-Kong  Indonésia  Uganda Tunísia  Turquia Rússia  Argélia  Costa do Marfim  Irlanda  Equador Índia  Filipinas Paquistão  Um salto, uma sílaba  uma letra. Um aperto de mão!

Olhares múltiplos

 Em que olhos nos olhamos? No início da vida, certamente, nos vemos no olhar de nossas  mães. Depois, os olhares se multiplicam. E seguem se multiplicando ao longo da caminhada. Olhares juvenis, risonhos, ou decepcionados. Olhares adultos atentos, trabalhosos, ou mesmo desgovernados. Olhares tristes, sofridos. Quando envelhecemos olhamos a humanidade com um amor semelhante ao que recebemos no início da vida. Ao homem amado o olhar continua sendo firme e sereno. E aos familiares o carinho persiste continuado. Olhares enviezados também acontecem. Olhares continuados aos amigos queridos. Nos espelhos, nas fotografias onde nos vemos de soslaio alguns olhares correm com estranheza. Olhares sôfregos acontecem durante os dias gestados na luta e no aprendizado. Um olhar saudoso alcança a memória, de vez em quando. Olhar habitado de vida, de instantes afinados. Na melodia das décadas partilhadas, mãe querida, onde a saudade sopra... o seu olhar acontece!

Final de tarde

Por aqui, a luz apagou de repente. Uma sensação meio estranha passou como um raio. Imaginei cidades inteiras no escuro durante um bombardeio. Imaginei pessoas detidas em espaços mal iluminados. Imaginei a seguir o nosso Thiago com fome e em uma cela solitária e sendo questionado por algo que não fez nunca. Imagino. Imagine... Imagine  there' s no heaven it's easy if you try no hell below us above us, only sky Imagine all the people living for today (...) Living life in peace  

Olhos arregalados

O estranho acontece.  O mundo ao redor  geme esta ganância  que a todos encobre. Quase não pisco. Assisto. Somos prisioneiros  do horror. Um café,   por favor. E hoje é dia 7 de maio, ainda.

Lula está nos EUA:

Nota antiamericana: Tememos os arranjos e acordos que Lula será forçado a fazer com o tal senhor Trump. Não penso ser nada fácil este momento brasileiro.  Lula, meu caro, as terras raras são nossas. E você sabe muito bem! Atenção! Atenção! Se você ceder mais irá se arrepender amanhã.  Não dá para acreditar em quem promove a guerra, as guerras ao redor do mundo. Não se encante com estes homens que fazem o horror circular. Quem anda de mãos dadas com o governo de Isrsel não é nosso amigo. Rio de maio indigesto, 2026. É difícil. É triste! É insano demais!

Diário feminino

 Retorno com alegria à leitura do livro 'O tempo, esse grande escultor' de Marguerite Yourcenar. O texto, interrompido na época da covid em 2020, agora, retomado nestas leituras de final de dia me deixa dentro de sabores novos. Hoje li mais dois momentos bem impressionantes deste livro. Como são datados posso perceber que foram escritos em tempos que variam de 1952 a 1980. Portanto, uma reunião de textos escritos em momentos bem diversos. O que saboreio sobretudo coincide com a forma que eu também escrevo, ou melhor sobre o que escrevo: um texto sobre uma poeta amada (que eu desconhecia completamente), e um outro sobre observações em viagens tão densas quanto barrocas. Ainda me agrada, também, lembrar que Joëlle Gleize se debruçou sobre o trabalho desta grande escritora. A poeta citada é Jeanne de Vietinghoff. Viveu em 1875-1926. Descubro que foi mãe do filósofo Egon Von Vietinghoff. O que me impressionou é que ele era, também, pintor e fez 2700 quadros ao longo da vida. São de...

O mundo nos observa

 Nunca o Brasil ocupou um lugar tão visível como agora. O nosso Lula fala ao mundo com a mesma naturalidade e força que fala ao nosso país. As dificuldades estão diante de todos nós. O nosso Thiago está preso e sendo desrespeitado e torturado em Israel, precisamos retirá-lo de lá logo. Chega de barbáries! Há um espaço pequeno de tempo antes das próximas eleições em alguns países, inclusive aqui. E há muita preocupação. Sabemos dos arranjos e maledicências que são feitas pela Extrema-Direita.  A luta é grande pois as garras da Extrema-Direita se mostram de muitas formas e através, também, das invasões e dos bombardeios feitos pelos países que pensam poder dominar o mundo. Sabemos que o problema da imigração no mundo foi causado por estes mesmos países que se sentem donos de todos os territórios, e que desrespeitam o direito básico e humano de ir e vir. Conforme eu já disse outras vezes, os imigrantes merecem o direito à vida e à uma vida melhor, sempre. A cada vez que os EUA in...

A violência da linguagem

 Amigos, É preciso cuidar da violência da linguagem porque ela circula em todos os lugares. Devemos cuidar e nos cuidar para que as relações humanas possam voltar a viver inclusive,  e sobretudo na delicadeza. O que temos visto nas redes sociais é estranho e é bizarro. Este ambiente de hostilidade e bestialidade que nos rodeia só nos leva em direção à falta de humanidade. É preciso reconstruir a nossa humanidade. A literatura, a poesia, e a filosofia entre outros saberes têm um papel especial nisso. Antes que seja tarde demais, devemos prestar atenção. Há governos agora que destroem os direitos humanos e internacionais. A tragédia instalada em Gaza se alimenta sem direção das mortes. Não é possível aceitar tantos assassinos ao mesmo tempo, nem tantas guerras forradas no lucro para alguns países. Enquanto escrevo, penso.  Da América Latina à Europa ou aos Estados Unidos há um intervalo marcado por oceanos. Mas, principalmente, por aqui portamos a esperança verde e amarela....

Nuvens neblinas

Notícias aguardadas em camadas de textos Imaginação destemida A mão escreve em solidão  Neblinas No fundo o homem mortal E a banalidade do mal em camadas  Nuvens no céu  Incertezas na boca do fuzil Quanto mais espero menos acredito                   Para vc, Thiago, escute no meio do horror Há sonhos e planos  entre neblinas

Um olhar

Pousado olhar: As cenas incomodam Em Gaza ou no Líbano tanto faz Os criminosos só matam Desmontam a vida e a história  Do lado de cá do mundo o olhar parado A soberania imperialista quer  ter o direito de matar. Rio de maio paralisado, 2026

Nas masmorras de Israel

 Enquanto no Brasil alguns dançam e bebem nas areias de Copacabana, outros são presos pelos soldados de Israel por estarem se manifestando e navegando em mares internacionais buscando mostrar o genocídio de Gaza. Por desejarem sobretudo levar auxílio ao povo que carece de tudo. Vivemos em um mundo cheio de alienação e crueldade! Alguns homens e mulheres se manifestam a favor de outros homens e mulheres que são massacrados à toa e são punidos por isso. São torturados. Alguns são mesmo mortos. Vivemos tempos difíceis demais. Vivemos diante de políticos insanos que tomam medidas contra a humanidade.  Não é possivel viver assim. A responsabilidade dos países que aceitam a crueldade, que o governo americano e o governo de Israel impõem ao mundo de hoje, é grande e eles precisam sair desta paralisação de tudo aceitar. Quem precisa ser punido são os sionistas. Todos sabemos! Quanta barbárie! Soltem os manifestantes que lutam pela paz! Queremos Thiago de volta! Queremos Saif de volta!...

Poesia de sábado

Na linha do tempo o horizonte luz.  Aceso de cultura  e na imensidão  de línguas e areias guarda sutilezas na noite. Falando de ritos e roupas de notícias loucas traz pela mão o mundo de hoje. A voz do outono nos preocupa. Vazam planos. E não se pensa em despedidas. A infância já distante ainda é semente inteira. Ressoa e brilha. O dia de hoje nos observa. Um outro poema nasce de qualquer lugar. Mas a sombra das palavras não alcança os dedos de minha mão que  eretos escrevem versos. Levam a distância das sílabas.  E cavalgam... (fora das pontuações)

Primeiro de maio

 Vivemos hoje um momento triste no Brasil depois que alguns cafajestes que ainda compõem a nossa Câmara dos Deputados jogaram por terra decisões sérias tomadas pelo nosso presidente a favor da lei e da democracia. Homens despudorados, sem ética, tentam virar o Brasil de cabeça pra baixo! Assistir o que vi, o que vimos nas tvs daqui e do mundo ontem é desanimador. Aguardamos poder limpar das páginas de nossa política, em breve, estes personagens sem caráter.  Sem anistia! Viva a Democracia,  sempre!