Conheci a taxista romena em Roma. A caminho do aeroporto a conversa descortinou a vida desta mulher que se disse realizada. Na infância foi obrigada pelo regime do seu país, na época, a estudar russo. Tempo duro. Infância difícil. Desde aí, nasceu o desejo de partir e viver em outro lugar do mundo quando crescesse. Realizou o desejo ainda jovem, quando foi pra Alemanha, roteiro de tantos ainda hoje. Depois, deu o passo em direção à Itália onde mora há mais de quinze anos. O surpreendente para mim foi ouvir que aprendeu italiano sozinha, com a leitura da literatura italiana. Intrigada comentou que os verbos italianos são conjugados de forma estranha porque (no presente) terminam em " amo ". Exemplificando: " andiamo, sappiamo , vediamo "/ "andamos, sabemos, vemos" etc. E alegre festejava seu perfeito sotaque, e comemorava os amigos que fez ao longo do tempo. Com quarenta e poucos anos, com certeza, essa mulher tem o que comemorar! Trabalho que lhe agra...