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Daniel Cohn-Bendit na juventude

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"L'autre fille"

Nota: estou lendo o belo livro L'autre fille de Annie Ernaux, pesquisando a correspondência de Francis Ponge na Biblioteca Jacques Doucet, e traduzindo versos de Jean-Marie Gleize. Cito Ernaux: "Je voudrais continuer à décrire ces vacances-là, retarder. Faire le récit de ce récit, ce sera en finir avec le flou du vécu, comme entreprendre de développer une pellicule photo conservée dans un placard depuis soixante ans et jamais tirée." (p.14)
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Anotações

Durante les années noires, em toda França, a vida parou. Mas as reuniões poéticas de Paul Fort em La Closerie des Lilas, assim como as representações dos caf’conc’ da rua da Gaité continuaram (foi o que li em La vie quotidienne à Montparnasse à la grande époque. 1905-1930.) Era preciso distrair os que vinham por alguns dias do Inferno do Fronte. Em Montparnasse, nos ateliers morria-se de frio. Poucos foram os artistas estrangeiros que permaneceram por lá. A maioria dos marchands, que se interessava pelas obras desses artistas, deixou de comprá-las. Todos pareciam aguardar. Nesta atmosfera de miséria geral, os escritores e os artistas permaneceram recolhidos. Conta-se que muitos artistas se alistaram, mesmo os estrangeiros. Blaise Cendrais perdeu um braço na fazenda de Navarin durante um combate. E, em Montparnasse, muitos foram recusados pelo conselho de revisão em função do mau estado físico em que se encontravam. Diego Rivera em razão de suas varizes, Modigliani pela miséria física...

Caderno de anotações

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Fragmento do livro Anotações de viagem

23.03.05 Estamos novamente na sede da Polícia perto de nossa casa, agora no Quatorzième, para a entrega dos documentos que nos autorizam permanecer na França. Mais três meses. Já consegui a certidão de casamento traduzida. Hoje, está quase vazio o local e permaneço tranqüila. O interessante é que pegamos o número 130! *** Enquanto aguardo leio o que anotei ontem durante o Seminário de Corinne Enaudeau. A questão da mundialização e da globalização não é simples. Qual é o começo da viagem? (a história para Musil é sempre assim (ela comenta), pois a civilização não sabe de seu próprio patrimônio). O filósofo alemão me remete ao que devemos organizar e preparar com as coisas que serão carregadas ao longo da história, pois elas serão o nosso saco de viagem (já que a economia é perigosa e domina as coisas e a política). Ele considera a nossa época como um tempo de transição, mas só que desconhecemos o fato. A solução de Musil é poética. Em 1935 Musil deu uma conferência em Paris. E usou a fi...