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Mostrando postagens de setembro, 2022

Livros et livres

 Demos livros Ganhamos livres Compramos livres (autografados ou não) Livros novos e usados preenchem espaços nobres  em nossas malas, mochilas  Na bolsa de mão carrego o caderno  A caneta e o lápis permanecem no canto  (esquerdo da bolsa) O coração bate forte na volta ao Brasil * Brasil,  País triângulo e País de todos Habitado de batuques  Cantigas e canções  Pés descalços ou mãos calejadas  Negros, brancos, mestiços  De lábios risonhos  Cantemos juntos outra vez A canção da vida De norte a sul Somemos mais verde e mais árvores  Sejamos lúcidos  Amigos, irmãos  Junto aos nossos índios  Nossas raízes crescem forte Na proteção de rios E animais. Somemos mais Com educação e respeito Cantemos o sonho  Embalados pela mãe natureza Lula lá...

Paris, 29.09.2022

 Uma situação estranha: Soubemos, ontem, que o jogo amistoso entre Brasil e Tunísia foi palco de uma cena racista,  aqui em Paris. Apesar de nossos jogadores, antes do jogo no  estádio Parc des Princes, exibirem uma faixa  contra o racismo, o jogo teve atos bizarros. Depois do primeiro gol, a torcida(?) lançou uma   banana no campo. Quem nos relatou o fato esclareceu:  Não fomos nós, os tunisianos, que fizemos isto. E o jogo foi 5x1 para o Brasil. E continuaram  lançando objetos no campo. * Que mundo estranho estamos habitando! Com a guerra da Rússia colocando todas as  apostas na violência da guerra e convocando  seus homens  da reserva, buscando vencer de  qualquer maneira a Ucrânia, eu  soube que alguns russos tentam fugir  pelas estradas do sul do país. Ontem havia um  engarrafamento nessas estradas, visivel de  longe. Há jovens  universitários que são capazes de pagar 5 mil  euros com ajuda de...

Ainda Paris

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 Sob o céu de Paris. Fotos de José Eduardo Barros 

Um sopro

 Um sopro aceso na garganta Garganta ainda seca O movimento do corpo  Sopro alto  E sopro grande Mudança de vento Rumo a um outro tempo

Paris, 28.09.2022

 Nota matutina: Amigos, ainda estamos por aqui na França.  Mas voltamos nos próximos dias, claro. Voltamos pra votar! Somando sempre com  esperança, e desejando trazer o nosso querido  país de volta. Um novo tempo abrirá portas e  janelas cheias de livros e dignidade. Estamos juntos e somos muitos! Lula nos aquece! * Faz frio na cidade de Paris. Amanhã haverá manifestações e uma greve  geral. E tudo é feito de forma civilizada. * O taxista que nos trouxe ontem do aeroporto de  Orly fez um discurso a favor de Lula, que nos  encheu de emoção. Um homem nascido na  Argélia. Ele disse que Lula nos traz esperança e  que poderá fazer mais pelo Brasil depois de  tudo que já viveu e sofreu. * O mês de setembro Cheio de azul o céu acordado  Não esconde nada  O azul brilha E preenche o início do outono daqui Ou a primavera brasileira Onde estendemos nossa esperança  As mãos somadas simplesmente  Escrevem os dias

Volx no entardecer

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           De carro pelas estradas da região     Chez Jean-Marie et Joëlle  Caminhos de pedra junto ao Mosteiro  de Notre-Dame de Ganagobie           Amanhecer em Forcalquier   

Au Sud de la France, Forcalquier

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Imagens das ruas da pequena ville Nota matutina: Estamos em Forcalquier conhecendo esta região do sul da França.  Faz frio mas tem sol. Alguns amigos já começam a acender a ladeira. Vamos, finalmente, conhecer Volx onde mora o poeta Jean-Marie Gleize.   

Meus caros amigos

 Cada um com sua consciência  Cada um com sua vida, seus amores e lavoros Cada um com o peso de seu próprio corpo E sua alma travessa,  ligeira, leve, lenta  Ou sábia  Mas todos nós juntos somamos e dividimos a vida neste planeta É tempo de construir É tempo de renovar É tempo de solidificar É tempo de plantar                       O voto                        Outra vez                        Lula! Paris, 23.09.2022

Cabelos cor de prata

 Meus cabelos prateados não me espantam Guardo no armário os achados e entre os dedos emoções  Cabelos prateados brilham  Deixam ver traços do tempo: nuvens pesadas ampliam o sol de antes Um pouco ou muito Cabelos brancos Passo(s) justo(s) Olhar longe  Sim e sempre o brilho. Onde? Paris, 23.09.2022

De manhã

                                      Para Régis Bonvicino Eu estou de carro e vejo rapidamente à margem da via  as barracas de lona sem vida. Restos da vida urbana se espalham:  roupas dependuradas lavadas de chuva. Homens simples de agasalhos rotos e rostos  vincados de dor. De onde vieram estes homens  assim sofridos em seus gritos mudos? Por aqui, assim como por aí  há  homens que se enfiam em buracos  para escapar do frio e da dor. Há casais que catam em latas de lixo a comida  do final de um dia. Eu vi no bairro do Marais.  Eles buscavam aflitos um pedaço de pão.  Na calçada turistas tristes passavam. Sem nada ver.  Ele & ela se moviam rápido na  sombra da tarde.  Roupas tristes. Olhos míopes carregavam ossos leves, eu vi.                             ...

Documentando caminhadas VIII

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O museu Marmottan fascina. Descemos escadas para encontrar as telas de Monet. Obras de tempos diferentes nos aguardavam.  Na lentidão dos passos foi possível sentir o tempo do trabalho do grande pintor!  Fora e dentro do  museu Marmottan, Paris No detalhe, obra sacra holandesa. Três telas de Monet                                     Gauguin                                       Berthe Morisot

Documentando caminhadas VIi

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Os céus de Paris, nuvens estranhas no imenso azul. Na Biblioteca Nacional da França onde retornamos com alegria.   E pelas proximidades da Biblioteca. Arquiteturas fantásticas.  Sempre retornando ao Panthéon. 

Documentando caminhadas VI

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 No domingo perto de nossa casa, no XVIIème.

Documentando caminhadas V

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 Final de tarde no Parc du Luxembourg com amigos (as fotos são minhas). E a emoção é de todos nós.  * Um pouco de tudo ao redor em dias de muitas caminhadas. Les journeés européennes du patrimoine/ Jornadas européias do patrimônio.  (Ruas fechadas e milhares de pessoas a pé)

Paris anoitece

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  Fotos do José Eduardo Barros,  17.09.2022 Nuvens iluminadas Momentos raros (rosados) Um piscar no clique do olhar Faz frio E o dia se apaga lento Um chá, une tarte au figue No outro lado do mundo A luta é nossa também  Estamos junto ao nosso povo Sempre sempre Lula  E os dias se acendem

Um jantar pongiano

 A noite corria fria. Entramos no restaurante quase às 20hs. Sentamos perto da janela. O restaurante francês nos acolheu com vinho tinto, massa e peixe ('Poisson à Macro(n)')! Um prato com ar de pintura. Ponge diria: "um quadro de natureza morta". Mas a expressão, aqui rememorada, foi dita por Marie Frisson. * Meus joelhos Joelhos gastos gemem. Todavia, joelhos bem usados não tremem nem se vitimizam. Há um mini elevador e o nosso apartamento do terceiro andar flutua no terceiro andar e meio (à moda francesa.) Escadas com tapetes seguram os sons de nossos pés encantados. Et voilà! * Em viagem: Descobertas e conversas com motoristas de uber nos ensinam sobre outros povos:  No Mali os jovens bebem menos que aqui. No final semana os jovens franceses perdem a direção da própria casa. Bebem demasiado. Precisam sair 'carregados' do uber pelo motorista. Deixam para trás os celulares. Talvez, até mesmo a esperança. Na Tunísia, todos temem a política que só se complica....

Documentando caminhadas IV

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 Exposição de Jean Dubuffet no Marais. LE COURS des choses. En hommage à Jean- François Jaeger. * E fotos by bus.