Diário As tardes crescem de calor e as praias quase transbordam na zona sul desta cidade. Leio, novamente, Virginia Woolf. E me alimento com os presentes que chegam tarde, alguns dias depois do Natal. Livros & livros. Faço exames com as clínicas mais esvaziadas. E a mente habitada de tudo: sonhos e medos. Sou uma e muitas ao me lançar nesta escrita por aqui. Ao longo do ano, li Jane Auster. Li Tolstói e Tolstoia. Li Virginia, incansavelmente. Li Josefina Álvares de Azevedo, Júlia Lopes de Almeida, Chrysanthème, Francisca Senhorinha da Motta Diniz e A. A. Diniz todas da coleção Escritoras do Brasil, e li poemas de Sophia de Mello Bryner e Ana Luísa Amaral muitas vezes. Entre os amigos li Antonio Carlos Secchin e J-M Gleize. E ainda Jean Giono, René Char e Francis Ponge. Voilà! Comecei a pintar. Quase todos os dias. Assim, me aproximo da alegria. A angustia louca com a guerra insana na Faixa de Gaza me levou a comprar telas e tintas. As cores, os vazios, as árv...