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Mostrando postagens de agosto, 2026

Aconteceu na região do Nepal

Chuva,  chuviscos. Ciscos d'água,  temporal. Inundação. Pingos escorrem água ligeira e se misturam no mundo no gelo, no barro, nas árvores.  Muitos pingos grossos somam  lama no chão. Ondas de lama crescem. Acumulam força e carregam tudo ao redor os grossos pingos.... Chuva e vento. Raios. Trovão. Gelo derretido. Um monte de pedras deslocam. Os homens impotentes mal conseguem correr. Elefantes grandes líderes inteligentes sustentam o que podem: crianças, homens e animais. O que vimos desaparece. As águas das montanhas levaram vilarejos, vales e regiões  no sul do Himalaia.  Montanhas de casas e pontes  subitamente morrem. E mais de mil e duzentas crianças  foram salvas, sim, subindo a trilha  íngreme  da montanha guiadas por  um único professor.

Livros, luz e luar

Brancos livros.  Pobres. Raros. Um raio atravessa o céu sem nuvens e sem estrelas. Páginas abertas perto do mar. Traços. C a l i g r a f i a s. Ligeiras letras sinais. Cicatrizes. E banham o espaço do corpo de palavras. A cor percorre os dedos bem estendidos. Nuvens altas. Chuviscos. Mais um raio. Luz clarão.  Ao sabor do sol  o pulso arde o poema. Um só momento lento. Dentro de casa e perto da janela restam sombras. Na madrugada a lua compareceu. Desapareceu mansa linda luz (no suspiro da boca).

Ontem e agora

 Envolvida na feitura de um novo livro e escolhendo e decidindo os detalhes importantes deste artefato, não consegui ver televisão. Qualquer notícia me abalava. Assim, fechei os olhos aos horrores das filmagens que mostravam o desabamento de parte das montanhas no Tibet, com aquele mar de lama e gelo carregando tudo no caminho. A única imagem que fixei foi no Instagram, com um grande elefante - calmo o suficiente - entrando na enxurrada pera salvar um homem.  Um único homem. E aquele enorme e belo elefante alimentou a minha noite de esperança.  * Não consegui nem mesmo ver a entrevista do querido Lula na tv Globo. O único candidato possível para este momento de mundo, devo dizer e repetir! Não adianta desviar o assunto e trazer fatos que a mídia gosta de ouvir... Fofocas e intrigas deixem para as novelas, por favor. Vamos ouvir os projetos do Lula e aplaudir o que já conseguiu construir neste Brasil, já tão maltratado! * Lula é o nosso elefante. Grande, corajoso e belo!

Ah, agora, sim

Ah, agora sim, nasce uma pequena editora em minhas mãos.  Sim, nasce do aprendizado de fazer livros no movimento da escrita. Um a um. Árvores ao vento e o papel reciclado ou não. Na folha do tempo os lábios soletram: o ar a calma o chão. Chuva miúda na página  aberta. Lugar de letras perto do mar. Marca  onde ardem os dedos da mão.  Rio chegando à primavera, 2026

À noite

(Escrevo e penso) Faz frio Nuvens acomodam poeiras Estrelas desaparecem. *

Domingo de leituras e música

 Escrevo Leio, uma vez ou outra, os Evangelhos Apócrifos na tradução do português Frederico Lourenço. Livro que adquirimos no Brasil. A vida da menina Maria, a filha de Ana e Joaquim, chega perto devagar. Talvez na terceira hora, talvez.. E ela foi apresentada ao Templo aos três anos. Tintoretto e Ticiano pintaram a cena impressionante que já vimos algumas vezes em Veneza (Ticiano na Galeria Accademia). No sonho de uma palavra revelada por um anjo a José a história continua. E de fatos em fatos, palavras de mistério e fé traçam o enredo humanista que nos alcança nos séculos que chegam até nós.  As mãos de Maria se misturam ao sorriso. Pura verdade, pura. E ela foi entregue a José assim.  Ave Maria. Ave! * Fabrizio De André canta e escreve esta história em 1970. ... "Salve Maria, agora que és mulher. Salve as mulheres como ti, Maria.  Mulheres um dia para um novo amor.  Mulheres um dia e depois mães para sempre." .... Rio de agosto, 2026

Um sábado só

Sozinha no sábado  ela sonha. E acorda ainda só. O olho vê  e o ouvido ouve. Atravessa caminhos...

Sobre sonhos

Detalhes de nossos dias, por vezes, se misturam em nossos sonhos. Em geral, compõem a paisagem ou mudam de roupa e não se apresentam, exatamente, como foram. São os nomeados 'restos diurnos'. Já me ocupei do tema em estudos e leituras ou mesmo em sessões de análise.  Agora, devo acrescentar que fazer valer um sonho tornando-o realidade é uma outra coisa. Não um sonho noturno, mas um sonho tradutor de um desejo. Realizo um de meus sonhos aos setenta e cinco anos. É estranho e é leve ao mesmo tempo. E sigo persistindo no ato de realizar um sonho antigo. Acreditem: é muito bom!

Amigos,

 Venham conhecer a nossa nova página,  ediçõessol.com.br https://ediçõessol.com.br

"Sem medo de ser feliz."

Estamos com Lula e com paz no coração! Sempre acreditando na harmonia entre os povos. Na educação para todos, no alimento na mesa, e no respeito às mulheres em todas as circunstâncias. Acreditamos na palavra e na ação que protege os mais necessitados. Acreditamos que, sim, juntos faremos um Brasil melhor e soberano! Lutaremos pelos nossos direitos! E estabelecendo vínculos com a América Latina e os países que fazem o laço de amizade  conosco seremos uma força democrática no mundo. Lula, estamos juntos com você mais uma vez!

E hoje é sábado começando,

 e mais um terremoto acontece na madrugada do dia 15 de agosto.  Na Espanha, a Andaluzia treme e é bem assustador. !!!

Nota de final do dia

Escrevo e penso: Atônita, confirmo que as telas de TV  do mundo transmitem em seus jornais diários as notícias  de um horror desmedido por onde o mundo anda navegando. Os episódios que vemos, hoje, não são isolados. Estão ligados nesta teia estranha alimentada pelo pensamento da Extrema-Direita, que procura vingar e dominar tudo. É bem bizarro! É difícil de ver e incomoda, imensamente, pensar tanta bestialidade junta. Já estamos inundados das banalidades e crueldades diárias que confundem e misturam as notícias que importam com o horror produzido pra nos sufocar e desqualificar. Repito e repito. Há tanto a fazer e construir para proteger o nosso bem maior; a natureza! Os homens de nossos dias não podem se deixar levar nesta enxurrada de bobagens e mentiras diárias.  Há uma catástrofe de calor e incêndios e terremotos e vulcões em chamas e tudo isso não é um cenário cinematográfico. Atenção, pois é muito sério e acontece em vários paises ao mesmo tempo! Não dá para assisti...

Poesia de agora

A mesa, a mão, o sol... A mesa e as mãos estendidas  ao lado da janela. O sol anda por perto. Espero e escrevo. O silêncio brinca com a mão  direita. Tudo fica claro. Um sopro feminino  acalanta o movimento do olhar. Olhos e boca chamam o dia a participar. Ainda espero. Ainda quero caminhar na ondulação do corpo e do mar,  na sequência firme e única,  e sem esforço algum. A água é fria e o sangue é quente. Escrevo.  Apenas na navegação de dias e noites, no gesto agradável  de palavras que se acendem e iluminam. Com o corpo de letras fincado no horizonte: a mesa, a mão, o sol...

No sábado

Posso criar o instante. E, em seguida, apagá-lo. Uma luz acesa no chão da noite gosta de me seguir. Há uma nuvem que assusta. Branca enrolada no horizonte. Longe. Alta. Navega sobre o mar. Abro o rosto do dia.  Piso o chão. Escrevo.  Sílabas sonoras. Calmas e libertas.  Ouço pios soltos no espaço em branco. Rio de agosto. Quem habita em minha mão? Quem gosta de chegar perto do peito aberto quando escrevo versos? (Com o sopro ou no voo da  escrita).

Poesia de agosto e de sufoco

O calor amanhece. E não tarda o vento. Nas bordas do mundo o fogo come tudo. Os rios secam amarelando a terra; verões europeus. No sul do Brasil  um vento quente se  alastra bravio. O mar subiu? A lua se escondeu? Pássaros fogem do vento. Ondas de calor sobem e descem. Misturadas às sombras  de notícias loucas, políticas raivosas. Um vasto agosto. Em meio aos burburinhos muitos consomem  qualquer coisa nas telinhas. A luz do horizonte pisca. Bombeiros correm e transpiram. Areias do mar brancas e douradas. E arde o trabalho com a escrita no aroma quente do vento. Rio de Janeiro bafejando,  ainda no inverno, 2026.

Como nasce uma editora?

Naturalmente, nasce do desejo! Um desejo grande. Desejo que bate forte no peito. Anuncio, aos leitores amigos, que estou começando a editar livros. Devagar, e com alegria, Farei livros de arte e poesia.  Livros de literatura. Livros diversos. Aguardem, meus caros. Edições Sol 

Amigos,

Entramos no mês de agosto com a garganta seca. Notícias avassaladoras acontecem ao redor do mundo. Os incêndios catastróficos continuam na Europa, no Canadá e nos EUA. Nada consegue deter as chamas deste verão tão destruidor. Destruidor respondendo ao descaso de governantes insensatos. Ignorantes e mentirosos. O que acontece com a Espanha é aliás cruel, mas mais cruel ainda são as cenas com os milhares de jovens desesperados se jogando ao mar de Marrocos e nadando em direção a um futuro que não terão na Europa. Faz tempo que escrevi, que o grande problema de nosso tempo seriam as imigrações. Não só por serem em si a comprovação das destruições causadas ao longo do tempo às nações pobres mas dignas, porém, por serem, também, o retrato do descaso do mundo desenvolvido e desrespeitoso demais diante dos povos atingidos pelo ganância humana; o que causa, principalmente, a miséria e o desterro do outro. Já existem estudos suficientes sobre o tema. E, os sobreviventes deste tempo indigno são ...