Cartão postal (1)
A guerra inunda e desmonta cidades e planícies.
O cenário no fio do tempo se desconstrói.
Esta terra é nômade?
No exílio é preciso reaprender a falar.
............................................................
A mulher escuta espantada as diferentes línguas
que circulam no espaço
(os lençóis brancos estão desfeitos em cima da cama)
e as mãos procuram os teclados com urgência.
Procuram o traço sensível da humanidade.
Ela disse andando dentro de casa:
"as guerras são sinistras"!
A voz de Anna Akhmatova ressoa de algum lugar.
As rotas não são mais as mesmas.
Eles a olham como estrangeiros.
Ela não se reconhece nesses olhares.
(Mas as flores de jasmim na primavera perfumam o nosso bairro).
O cenário no fio do tempo se desconstrói.
Esta terra é nômade?
No exílio é preciso reaprender a falar.
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A mulher escuta espantada as diferentes línguas
que circulam no espaço
(os lençóis brancos estão desfeitos em cima da cama)
e as mãos procuram os teclados com urgência.
Procuram o traço sensível da humanidade.
Ela disse andando dentro de casa:
"as guerras são sinistras"!
A voz de Anna Akhmatova ressoa de algum lugar.
As rotas não são mais as mesmas.
Eles a olham como estrangeiros.
Ela não se reconhece nesses olhares.
(Mas as flores de jasmim na primavera perfumam o nosso bairro).
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