Diário
Rio, 27.05.2020
Na caligrafia deixo passar entre os dedos das mãos o mais necessário.
formigas ligeiras trafegam na janela,
*
Hoje resolvi fazer gelatina. O pacotinho aguardava a sua vez de ser consumido.
Coloquei frutas secas cortadinhas; a simples sobremesa ganhou um outro sabor.
Faz frio no Rio: agasalhos saltam das gavetas e meias também circulam
a aquecer os pés.
A lâmpada acessa no escritório implora urgência.
*
À noite desabafo.
Estamos vivendo um circo de horrores na política. E, ao mesmo tempo, uma grave pandemia!
Socorro!
O país está fervendo de notícias muito graves. Acontecimentos bizarros. Falas grotescas tomam a cena de nossos dias, enquanto buscamos ajudar a controlar o avanço do coronavírus.
A esperança é verde!
Na caligrafia deixo passar entre os dedos das mãos o mais necessário.
Árvores dispersam folhas e o sonho
vive no ventre da madrugada.
Sonho ou pesadelo?
Não costumamos dizer os fragmentos do dia, detalhes de
pequenas coisas:Sonho ou pesadelo?
formigas ligeiras trafegam na janela,
o lixeiro passa vozes roucas surdas e ruídos do velho caminhão,
pingos soam graves no parapeito
e o chão desta casa está silencioso em demasia.
*
Hoje resolvi fazer gelatina. O pacotinho aguardava a sua vez de ser consumido.
Coloquei frutas secas cortadinhas; a simples sobremesa ganhou um outro sabor.
Faz frio no Rio: agasalhos saltam das gavetas e meias também circulam
a aquecer os pés.
A lâmpada acessa no escritório implora urgência.
*
À noite desabafo.
Estamos vivendo um circo de horrores na política. E, ao mesmo tempo, uma grave pandemia!
Socorro!
O país está fervendo de notícias muito graves. Acontecimentos bizarros. Falas grotescas tomam a cena de nossos dias, enquanto buscamos ajudar a controlar o avanço do coronavírus.
A esperança é verde!
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