Diário
Rio, 7.05.2020
Escrevo nesta manhã cinzenta.
Escrevo nesta manhã cinzenta.
Vivemos em uma cidade que banalizou a violência e a morte!
Faz tempo que sabemos disto. Alguns homens ao nosso redor não se importam
com ninguém, nem consigo próprios. Explico: uma parte grande de nossa
população vive alienada na busca de prazer e dinheiro, ou seja, vive em
torno do gozo. A tradução disto, que assistimos agora, nesta dimensão que
toca à morte, não impressiona a estas pessoas que já viviam assim, neste limite
inimaginável para alguns de nós. Não faço, caro leitor, nenhum exercício reflexivo.
Apenas escrevo o que vejo há um bom tempo, nesta nossa cidade do Rio de Janeiro.
As drogas, por exemplo, foram festejadas mesmo nestas madrugadas de quarentena, quando
acordamos de repente ouvindo os famosos barulhos de fogos ao redor de nossas montanhas.
Com o código, já conhecido, para os que usam drogas e ficam sabendo que ela chegou
aos morros cariocas.
Apenas escrevo o que vejo há um bom tempo, nesta nossa cidade do Rio de Janeiro.
As drogas, por exemplo, foram festejadas mesmo nestas madrugadas de quarentena, quando
acordamos de repente ouvindo os famosos barulhos de fogos ao redor de nossas montanhas.
Com o código, já conhecido, para os que usam drogas e ficam sabendo que ela chegou
aos morros cariocas.
Devo acrescentar que, sem o fechamento completo da cidade, muitos morrerão. Muito
mais do que conseguimos pensar. Para alguns, não representará nada. Já estão acostumados
ao fato e até podem fazer brincadeiras banalizando mais uma vez a questão. Porém, meus
caros, vamos aqui relembrar que um médico demora muitos anos pra se formar, um
enfermeiro idem e as auxiliares de enfermagem estão na linha de frente dos hospitais e,
muitas vezes, sem ter tudo que precisariam usar para se proteger e morrerão também.
muitas vezes, sem ter tudo que precisariam usar para se proteger e morrerão também.
Neste misto de problemas, nunca imaginados, ainda se soma a falta de decisão de um governo
que teme, principalmente, perder o movimento financeiro da cidade. Que lástima!
Precisamos de LOCKDOWN! A expressão americana não me agrada, assim como o presidente
Trump. Vamos usar a nossa expressão "fechamento completo" da cidade; o confinamento mais
radical. Vamos escutar a "Fiocruz", os nossos cientistas, por favor! Sejamos lúcidos neste momento
de pandemia.
radical. Vamos escutar a "Fiocruz", os nossos cientistas, por favor! Sejamos lúcidos neste momento
de pandemia.
A hora já passou mas, ainda assim, podemos conseguir salvar mais vidas!
E não falarei de governo federal porque, ali, não há "salvação"!
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