Diário
Rio, 12.07.2020
Árvores
Galhos cansados sobrevivem
em meio a um pedido de vento
Tantos morrem de doença no desamparo
ou na pandemia de mentiras ao extremo
Galhos sufocados no calor da mata
não garantem oxigênio
Quem perde com a febre
da ganância que mata mais que o vírus?
Árvores da floresta abrem seus segredos
e as raízes nos dizem: perdemos a alma da vida verde
(Inquietas, espantadas
perdem o que pulsa a seiva!)
Árvores
Galhos cansados sobrevivem
em meio a um pedido de vento
Tantos morrem de doença no desamparo
ou na pandemia de mentiras ao extremo
Galhos sufocados no calor da mata
não garantem oxigênio
Quem perde com a febre
da ganância que mata mais que o vírus?
Árvores da floresta abrem seus segredos
e as raízes nos dizem: perdemos a alma da vida verde
(Inquietas, espantadas
perdem o que pulsa a seiva!)
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