Diário
Rio, 21.07.2020
Fronteira ausente
Noite água,
terra aberta.
Não se mostram as nuances do dia.
As fronteiras estão ausentes.
Nas mãos insistem as letras
em relatos mágicos.
O corpo coberto de hera
deixa-se levar
- a trança da rede balança -
minutos de vento
diante do mar verde maré.
É verão em outro lugar!
*
Apaga-se a luz sem conversas
e não se leem as sombras.
*
Nos intervalos
a água fura a pedra na montanha
e ninguém vê.
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