Diário
Rio, 20.08.2020
Poesia na floresta
A folha verde conserva o sonho de uma árvore
Desdobra-se em pequenas gotas a seiva que escorre lenta
Para o rio correm ruídos de araras azuis
A paisagem é lavada nas águas da chuva
Abençoada pelas mãos das índias
Rasgada na luz do sol com encantamento
No sussurro da primavera renova-se
Ante cipós e galhos longos soltos
Caídos no esquecimento do rio
São dias difíceis os dias de fogo em labaredas tontas tortas
A floresta queima indefesa sua flora
A vida que os deuses nos deram desaparece
Um rito em canto fúnebre se mistura
Na vida da floresta
Onde o que era louvado no espaço
De praias de águas doces ribeirinhas
Vai devastado pelo fogo
Morrer de repente em mãos assassinas
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirObrigado, Solange por nos presentear com tão belas palavras ao expor nossa triste realidade. Precisamos desses respiros para conseguirmos sobreviver a esse panorama de caos sem precedentes.
ResponderExcluirUm grande abraço.