Daqui deste Rio de abril

Ainda persisto.

Escrita fria

de dentro do ventre quente.

Sombras tristes.

Bichos correm na página.

Não assustam. Sussurram.

Homens insanos

- neste espaço de um Brasil

tão cheio deles -

assombram as noites 

entre

a vida - e - a morte.

A boca de mais de mil 

dentes 

infecta quase tudo:

palavras nulas. Rasas.

Impróprias.

Daqui deste Rio

neste país

grito com o corpo todo

(e com a boca do povo).

Fora! Fora!


Rio de Janeiro, 6.04.2021

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em 11.09.2025

Nota triste