Diário, 6.06.2021
Poesia de um dia solar
A tua casa habita entre o silêncio e o dia.
António Ramos Rosa
Respirar respirar com as folhas das mangueiras
que participam da tarefa matutina
entre o corpo que acorda e o rosto que sorri
Caminhar suave e lento
e na luz azul que se desenha ao largo
deslizar a mão em um horizonte
flexível que avança mas não desaparece
O pão no prato dividido
e a curva do braço sustenta e ondula
a xícara de café
Acordar os pés bem devagar
Sorver do dia o mais ligeiro
enquanto a toalha sente correr
em suas fibras de algodão
a água e a fruta que o corpo acalma
dentro de si
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