Rio de Janeiro, 26.02.2022
Diário,
Diante deste caos que a guerra insana levanta aos diversos povos do mundo, só podemos constatar como é feita a política nestes dias de tantas divergências.
Escrevo poemas.
Diante das fronteiras
Homens armados se levantam
São jovens comandados por seus exércitos
Colunas de metralhadoras e tanques
Aviões e bombardeios que clareiam o horizonte
Para quê serve a guerra?
As grandes nações se reduzem aos olhos do
mundo. Todos temem tudo.
A poeira das bombas nas botas ou os mísseis
cegos tomam a mesma dimensão quando os dias
e as noites se confundem.
*
Daqui desta mesa larga
Minhas mãos fabricam linhas
Meu corpo está em uma fronteira
Diário,
Sim, somos água e alimento aos sedentos
Somos um solo ainda virgem de pontuações
E as palavras costuradas na paz
Podem abrir muitos olhos e caminhos
Sim, o horizonte é largo
O céu longe das sirenes sopra outras vozes
*
As mãos somadas, simplesmente
*
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