Poesia sem sossego

 Aqui, onde arrisco ligeiras palavras,

nascem pés e mãos sem sossego.

E onde brotam, perto de mim,

o verde e um botão de rosa rosa

 mãos somadas 

sobre a tela - água 

respiram.


*


E eis que a sombra

sai da sombra.


*

Palavras recuperam o sopro.


*

A terra geme em destempero 

e tudo ao redor

clama algum alento.


*

Sapatos no chão 

entre bombas.

Olhos abertos.


*

Cobertores.

Corredores invisíveis.


Linhas de fuga.




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