Diário, 6.05.2022

 A xícara e o barco


Na maré de maio 

a estrela branca beija a areia

A palavra anda e resiste

Esquinas cheias de cegueira


E o barco no mar alto

plana com a vela grande atraente

Enquanto as letras flutuando 

no calor da xícara ardente


beijam muito mais que o dia

O rosto e a beleza da boca

púrpura e oca


sonham flores e florestas

Nas páginas acesas sem destinatários 

princípios humanitários 





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em 11.09.2025

Nota triste