Rio de Janeiro, 4.05.2022

Chuva de um outono ímpar 


 Braços pássaros soltos

Dedos delicados inertes

A escrita andando em volta

Voltas andorinhas


*

Corpo coberto de rios 

inundado na tarde coberta de vento


*

Sombra e luz 

no meio da chuva de outono

Lua de um tempo sem

sem luz alguma


*

E nas ruas caminhei ligeiro

e tropecei nos pensamentos


*

Dando passos

interrompidos pelas poças d'água 

com os cabelos molhados


*

A água escorreu pela janela do carro

descendo rapidamente

entre meus versos


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