Rio de Janeiro, 5.05.2022

 Poesia no mar 


No meio das ondas

O olhar molhado de sal


O corpo leve flutua

Embebido de amor


Olhando areias e céu 

Colunas de águas limpas


Respiro e sopro lentamente

Sempre respiro de olhos abertos


Entre os dedos dos pés 

Espumas sobem em desarmonia


E me lanço no meio de um movimento

Louco e manso ao mesmo tempo


No meio das ondas do mar

Nas espumas de Guarapari ou Ipanema 


Recolhendo a beirada do biquini

Que se enche de areia


No meio das ondas do mar

Respiro mansa e os braços 


Lançando-se adiante sustentam

O corpo que voa em poesia



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