Poesia de inverno
A voz chega
e me alcança
em asas altas.
A palavra entra por inteiro.
A rota desconhecida
e fora de mim no verso
entre pausas respira.
Reconheço
o canto.
Ela vestida de seda
entre sons de cigarras e bambus
enquanto bebe gotas de chuva
anda leve e as mãos tocam echarpes de vento.
Junto ao rio sujo de tudo
os pés não navegam.
Nada mais importa.
Só os deuses e as damas da noite que perfumam o jardim
na forma inesquecível de mais um dia.
Para Virginia Woolf
Que lindo!! Bjss
ResponderExcluirQuerida, que bom vê-la aqui durante suas férias em Portugal!
Excluir