Rio de Janeiro, 21.07.2022
Jardim de sonhos
Da janela inundada de sol
vejo homens delirantes
Na ladeira de pedras
a flor abandonada
no chão se mostra apagada
(quase toda despedaçada)
Dói-me o dia a dia
ainda a vir;
entre notícias tristes
um pouco de escuridão anda em toda parte
Não encontro facilmente
a magia dos gestos
Sonhos mansos me visitam de vez em quando
Rosas azaleias begônias vermelhas
Com criatividade rascunho de novo
o amanhecer
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