A casa de um poeta

 No sul da França,  em Volx mais precisamente, se encontra a maison de pedras rodeada de árvores e flores do poeta Jean-Marie. Cheguei lá habitada de perguntas e fragilidades. Meus joelhos gemiam depois de tantas caminhadas e de intensas escadas em nossa estadia em Paris.

Saltei do carro com o abraço de sua esposa me sustentando e, imediatamente, comentei sobre o jardim natural que os rodeia nesta casa que se abre para trás aonde, também,  árvores nos surpreenderam.

Falamos dos pinheiros plantados por eles desde o início da vida ali, em mil novecentos e noventa e pouco. O cheiro do jardim mudava conforme meus passos cuidadosos corriam em torno. Flores foram nomeadas. E árvores frutíferas apresentadas.

Depois, entramos na casa e nos dirigimos para tomar um chá com doces comprados por ela, Joëlle. Na varanda de trás nos instalamos ao sol da tarde. O poeta chegaria mais tarde um pouco voltando de uma reunião em Paris. 

Chá ou café foi a pergunta casual primeira.

E os livros já estavam em torno de nós.  Os meus e o de José Eduardo também.  Depois de mais de uma hora, com a chegada de Gleize os dele se uniram aos nossos. Em meio aos doces saborosos,  os sorrisos e os gestos fomos sendo recebidos nesta casa de várias bibliotecas. 

Dali saímos quase às dez da noite, após um passeio inesquecível e um jantar delicioso com conversas únicas e tão preciosas quanto os livros que recebemos. 

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