Domingo

 Os pés no chão 

e as mãos unidas em prece

Quase nunca o vento sopra sudoeste

mas o sino toca seu badalar sempre


As horas e os instantes de um dia

quando novembro se mostra nu

E nossa gente quieta se prepara vestida de curu

enquanto a tristeza se despede devagar


Enquanto somos tantos em derradeiro

desvio fora do padrão ordeiro

Nossas mãos eclipsadas ainda 


têm a força da terra redonda 

azul; vestidas de estrelas e rios e ondas

guardadas por índias que cantam


Rio de novembro interminável,  2022


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em 11.09.2025

Nota triste