Poesia
Verão ardente
se acomoda devagar
sem delícias aparentes
nem mesmo as dos encantos
no final da tarde
Verão espanto
e silêncio
Todo o mar aberto
e o peito fechado
protegido, mascarado...
O tumulto das escolhas novas
sem maiores surpresas
Verão sem doçura
guarda dedos fortes
no chão onde pisa
(Dezembro se aproxima qual um animal
de patas selvagens)
Necessário respeito se abre
mas o beijo
ainda tem lugar
P.84 do livro Caligrafias
Comentários
Postar um comentário