Poesia aberta

 Na esteira do dia ou da noite

Há vícios e desencantos

Quem tece a tarde cobre o chão 

De fantasias e sonhos 


A mão aberta escreve o fluir

E um saber que guarda relíquias antigas

Desde muito cedo a pá e a página 

Andando juntas 


*

Cadernos de janeiro a dezembro

Fazendo o circuito das mãos 


O mundo não cabe inteiro

Por aqui 


Um texto lido. Uma guerra interminável 

Um riso solto ou um choro bem guardado


Quem dera fosse apenas tudo isso 

Parte da casa e da lenha que aquece


Rio das águas de março, 2023


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