Escrevo o momento
Escrevo telas de cores. Na superfície os sons da guerra assanham cabelos. Árvores pedem socorro. E os sons das bocas caem no esquecimento.
Paredes sem cor mudas sobressaem. As mãos agem e correm. Entre poeira e luz na noite negra sombras assustam. Imagens não dançam mais.
O mundo tudo vê. Entre letras e manhãs no ocidente surgem poucas palavras. O pulso é fraco e os rostos incertos.
Mulheres se cobrem de fé enquanto as horas só correm. Vozes femininas e infantis desaparecem.
Sinais de ausência no tremor do vazio.
Hoje é dia 25 de outubro de 2023.
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