Final de janeiro chegando

Os dias correm imperfeitos. 

Padecemos do calor, dos vírus e da insanidade humana. A escrita dos poetas diz a respiração e vibra ao vento.


A pedra é pedra

E o caminho nasce no corpo 

O inseto qualquer um

Palpita perto

O poema rente ao chão 

Ardente de desejo

Surpreende

E na página clara sopram

Sílabas imagens ternuras








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