Um calor estranho
Um cão ou outro late do lado de fora. São quase 19hs desta terça-feira de janeiro. 2024.
Os vizinhos estão mudos. E os ruídos dos noticiários nas tvs da cidade não me incomodam. Não vazam
paredes. Não ecoam.
Leio livros, apenas bons livros. Desisti de ver tv. Hoje, fez um calor esquisito e não senti a brisa do mar. Tem um bafo quente em cima da cidade.
Durante a manhã senti minha pressão subir. E foi pela primeira vez que percebi os efeitos do calor na minha pressão.
- Valha-me Deus!
A expressão reconhecidamente antiga, desde os galegos da idade média, fica recuperada neste momento
de meu texto. Lembro bem de usá-la na infância. Depois, ficou esquecida. Guardada em uma gaveta do
passado.
Em meio ao burburinho deste verão horrível retorna.
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