Autobiografia em obra
Volto, de tempos em tempos, à escrita da autobiografia como uma nascente que jorra sem ser interrompida. Por ali passa o tempo da infância e, sobretudo, passa a primeira fase adulta com as descobertas férteis femininas.
Não sinto falta de nada durante esta escrita cheia de nuances, às vezes barroca em detalhes, e escrevo em primeira pessoa bem à vontade. Não sei dizer, se um dia estas linhas serão publicadas. Mas não importa. Este rio sinuoso ajuda a pensar o passado vivido com cortes e sombras, com riscos e traços, com avanços e viagens.
Houve um tempo de escolhas, houve um tempo de recuos. Houve o tempo da solidão. A direção se fez desdobrada. Um caminhar com livros. Passos rápidos entre pássaros e letras. A verdade do lápis no papel e da casca da árvore.
Rio de fevereiro de 2024
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