Quadro
Ruídos de cães do lado de fora. Tormentos. Passos e pássaros não incomodam nada. A flor na distância do galho balança. Palavras chamam o poema. O espaço branco da página carrega figuras entre o mar e tinta.
Verdes raízes saem e escorrem. Corpos se movem lento. A noite é um poema.
*
Noite,
pequena e provável noite,
chama a vida ardente que me envolve.
E chama o poema que nasce
em nuances.
Assim, escrevendo logo cedo,
poderei dizer o nome
do que chega perto do peito
e me abraça.
Oh meu amor,
chama baixinho
e com a ternura antiga
os nossos novos dias.
*
E quando
Quando sobre mim
baixar a tristeza por qualquer razão
que sua voz ressoe
rodeada de memórias.
Rio de julho e muito mais, 2024
Comentários
Postar um comentário