Um inverno carioca

O frio invade praias, sonhos, janelas e cobertores. O vento canta sinfonias. Agasalhos multiplicados circulam nas ruas do Rio.


Olhos focados.


E uma flor se abre 

urgente no vaso.


A manhã cabe entre os dedos.

E vestida de azul diz

versos.


*

Acaso as imagens de um amor

nos olham com olhos afogados?


Não há anjos

de olhos fechados

nem versos

escritos em branco.


Quem sonha sonha

e o coração bate mesmo na chuva de 

relâmpagos. 


*

O silêncio do abraço é manso.







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