Hoje é sábado de poesia

 Diário,


Escrevo na comoção do verso, 

na verve que fere e toca 

a carne da palavra.

A pintura de desenho ardente

insinua cores, texturas nuas.

 

A mão talhando vogais

veste o branco da página.

A mão de linhas e movimentos

escuta os ruídos do corpo.


Água no copo e cores no chão. 

Tufos verdes na janela.

O branco do silêncio na sala

desenhando curvas

ilhas e marés.



Rio de novembro correndo, 2024



*


E como falar de tanta destruição?

Quem vai nos absolver no futuro errante?



Quem pegará os ossos da história de agora?

Um sabor de terra nas mãos...


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