Prosême

À maneira de Ponge, escrevo este 'prosema' que se monta entre as altas paredes da casa. O frio faz tremer as folhas das mangueiras. Pássaros silenciam.

O inverno chega. Não se cala o mundo, do outro lado dos oceanos os homens sofrem decisões loucas de outros homens.

A leitura e a escrita caminham interligadas.  Meu novo livro virá de longe. Uma edição bilíngue. Virá de Nîmes!


Hoje é sábado!



*

No movimento desta escrita que se monta

cada vez mais rápida, e enquanto o mundo

se desmonta. 

Bum!

On line e na luz desta tela clara:

o fôlego, o ritmo,

o estilo (apesar de mim mesma)!

A poesia diz a vida e a sombra.

O horror participa dos passos 

e

crianças famintas 

em Gaza são esquecidas.



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