Um sábado frio
Notícias assustam o sábado de inverno. Os bárbaros fogem do país. Entre eles M. do V. e outros que já saíram antes dele. É patético!
Não vejo mais noticiários. Nem os daqui nem os lá de fora. Sinto incômodo demais com o mundo que nos rodeia de matérias selvagens e homens insanos em demasia. Só tomo conhecimento do que me interessa. E, no momento, são os livros, as filmagens sobre arte e a vida vivida nas montanhas distribuídas em canal francês.
Vou viver mais recolhida, por escolha!
Nenhuma tv! Nem globo nem nada.
A guerra em Gaza sem punição aos monstros do nosso tempo é uma barbárie!
O presidente americano ousa tudo e vive como se fosse um ditador de nossos dias!
Insuportável mil vezes Insuportável!
Prefiro e escolho o recolhimento. O silêncio de paredes brancas. Poucos amigos, cada vez menos. A escrita em ato. A música erudita e a nossa música brasileira cantarolada. Estudos diversos. Poemas e projetos em andamento.
Os passos leves
Rumor de mar
Sombras por perto
(O corpo frágil e ligeiro
A mão avelã
abelha alegria)
Um certo ar de graça
Onde a praia do Leblon
sopra ventos
Rio de julho e muito mais, 2025
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