Escrevo e reescrevo o agora

A poesia se reescreve

Entre dores, letras e harmonias 

Texturas nuas:

um inventário do mundo


Gavetas amplas ou vazias

Espelhos de um tempo difícil 

Territórios de agora 

Abaixo abro portas 


Os dedos soletrando 

A luz do corredor

Árvores altas 


Do lado de fora

Ruídos de grilos

A tarde contagia formigas




Rio de novembro e de azuis, 2025

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