Mas hoje é sábado
Caminhos
Nos caminhos abertos alguns seguem
e outros padecem.
Algumas meninas morrem muito cedo.
Estupradas flores que murcham.
Como é possível?
Alguém esqueceu de fechar a porta.
O céu lotado de crianças
sobre as nuvens:
asas ao vento.
Antes do próximo sábado
e com a boca seca
quem ainda partirá
sem se despedir?
*
Na janela
Bem perto do mar
As mãos repousam
De tempos em tempos
Caminhos se abrem
Ó corpo cansado do vento
Onde descansarás?
*
A casa antiga
Em sonhos
Os ramos verdes das acácias
Atravessam varandas
E os sonhos de agora
Não se misturam
Pouco muito pouco
Permanece
Do reino dos rios
Rio, fevereiro de 2026
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