Dia mundial da poesia

Devo lembrar versos e vozes que ecoam.

Relembro mulheres que escreveram muito.

Cito versos de:

Sophia de Mello Breyner da Obra poética, p.184:

Sem título 

"Há jardins invadidos de luar 

Que vibram no silêncio como lira.

(...)

Fosse o teu corpo feito de luar,

Fosses tu o jardim cheio de lagos,

As árvores em flor, a profusão 

Da sua sombra negra nos caminhos. "


Ana Luísa Amaral no livro Lumes, p.50

Dito de outra maneira

(...)

"Como esta pomba:

egípcia caminhante, e a mesa de café 

quase defronte,


e de repente levantando voo,

nunca tão alto como são as nuvens,

mas tão distante já 

do meu olhar"

(...)


E os meus versos ainda inéditos em livro:

Triste abril

(...)

"(Carregados pelos olhos que nos olham...)


Diante dos que não cumprem as promessas

nem assumem as missões. 


Olhos umedecidos lamentam.

Triste abril!


No canto do livro

escrevo a esperança 

que deposito 

na sombra desta página."



Boa noite, amigos!

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