Para Mahmud Darwich
"Onde voarão os pássaros depois do último céu?"
E a pergunta permanece.
Onde estão as crianças palestinas,
aquelas que foram levadas no vento dos bombardeios?
A cada noite e a cada manhã mais e mais violências,
fumaças ao léu.
No escuro circulam em alvoroço os pés nus.
Areia e vento
ao rés do chão.
* O grande poeta nasceu na Palestina em 13 de março de 1941.
Tenho a alegria de descobrir que nascemos no mesmo dia, com dez anos de diferença.
Repito alguns de seus versos de:
Um cavalo para o estrangeiro
(para um poeta iraquiano)
" Acreditamos, para selar a errância, que o outono mudou dentro de nós,
que somos as folhas deste pinho, que somos o cansaço
diminuído, fora do corpo, como o orvalho derramado
sobre a gaivota branca que mira em nós o poeta apreensivo
e a última lágrima do Árabe, deserto...deserto."
Pg.106
Onze astros, tradução de Michel Sleiman
Tabla, 2021
Onde estão os sorrisos e brincadeiras dessas crianças buliçosas? Não conseguimos acreditar que o futuro delas se dissolveu na fumaça cinza e pesada da guerra genocida...
ResponderExcluirContinuamos vivos também por elas e fazemos florir suas pequenas memóris em poemas como os oseus, Solange, e os de Mahmud.
Obrigada querida pelo comentário sensível e pertinente!
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