Alguns homens

Alguns homens caminham construindo

E outros caminham para o fim do mundo

Os primeiros observam tudo ao redor de si

Enquanto os outros só olham o próprio umbigo


Para a plantação da terra há espaços vazios

E os rios navegáveis estão habitados de ribeirinhos 

Mas os peixes sem cor nas muitas marés 

Fogem para recantos perto dos recifes profundos


São tão diversos os cenários do viver

Há árvores e sonhos a plantar

No universo onde bombas circulam destruindo


Há vinhas e vinhos a frutificar

Em mãos que escrevem partilhando a plantação 

Mas alguns homens perdidos insistem na destruição:


Malditos malignos

Que trafegam, somente,

Na contramão!


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