Diário de domingo
Ontem as praias do Rio guardavam um ar europeu. Névoas e nuvens pulverizaram as areias e o mar. José fez fotos poéticas na ida de carro do Leblon ao Leme.
Enquanto muitos brasileiros aguardam o jogo do Brasil com a Noruega, hoje, voltei a pintar. Pela manhã o frio contagia. Mover o braço em movimento verde me deu energia.
Assisto em flashes no Instagram às homenagens que o Irã faz, em um funeral grandioso, ao seu líder assassinado pelo país que mais mata no mundo. Vejo fotos de uma neta do líder que também foi assassinada naquela mesma hora, apenas por estar no local junto à sua família.
Devo dizer que não reconheço neste ato nenhum heroísmo. Os assassinatos continuam sendo atrocidades feitas com crueldade e que precisam ser punidas.
O nosso mundo mistura assuntos diversos. Gatos e sapatos entram no nosso campo visual e são relatos dramáticos muitas vezes , que passam a ser desmontados e silenciados.
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E faz um ano que o poeta Régis Bonvicino partiu.
O tempo corre...
O que ele me diria de tudo isso?
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Rio de julho e de Copa do mundo. 2026
Fiz fotos mostrando uma poética rara de dias nublados e solitários.
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