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Lançamento do livro Oito noites em Veneza

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Na Câmara em cena

                                                                                   “Meninos, eu vi! ”                                                                                 ...

No outono o Rio de Janeiro é azul... e rosa!

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Fotos de Henrique Rebuzzi (Abril de 2016)

Flash back Café Letrado - 2007 e 2008 na Mediateca da Maison de France

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                                                   Os poetas Heitor Ferraz e Michel Deguy                                                   (da direita para a esquerda) e o tradutor do Evento                                          O editor Jorge Viveiros e os poetas Heitor Ferraz, Michel                                          Deguy e J-M Gleize ouvindo o texto de abertura                                          ...

Agora

Seis horas azuis Sem sol Tarde de outono Rio, 8 de abril de 2016

Comento:

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O pintor dos traços em cor e o poeta de “palavras de pedra” Escrevi sobre Joan Miró durante o meu Doutorado na UFMG. Havia pensado em fazer um capítulo inteiro de minha Tese O idioma pedra de Joaõ Cabral apresentando Miró e João Cabral em diálogo. Depois, resolvi enxugar um pouco o texto e deixei na escrita final somente o capítulo sobre Cabral e Ponge que faz parte do livro editado pela Perspectiva em 2010. Assim, apenas os dois leitores dos primeiros capítulos de meu trabalho em andamento, os dois professores escolhidos para me indagar sobre e, também, para fazer sugestões e críticas conheceram esse texto primeiríssimo naquele momento (de minha Classificação no Doutorado). Durante o doutorado estive em Barcelona colhendo material para o meu estudo. O museu Miró de lá não se parece com o que também conheci em Palma de Maiorca, quase uma década antes. No museu de Barcelona há uma biblioteca onde fiz pesquisas e tirei xerox. Meu interesse pelo artista é antigo. E, senti uma gr...

Palma de Maiorca e arredores (Espanha)

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                                           Casa onde Miró viveu com a família em Palma de                                          Maiorca. Hoje, faz parte do espaço onde está o                                           Museu Miró.                                         Fotos feitas em 1996.

Suaves notícias em meio ao caos

Os dias chegam quentes ainda. Mas o ar de outono nos abraça, suavemente, com as novidades da área cultural e científica divulgadas esta semana. Afirmo que todos ganhamos com um incentivo vindo da parte de homens dedicados em fazer valer o que, de fato, vale a pena na vida, ou seja, investir na nossa cultura, na nossa cidade dando um impulso inesperado e precioso para os pesquisadores, homens dedicados em fazer avançar o pensamento. E aos leitores de literatura e aos escritores que terão seus livros divulgados em mais um espaço literário, ainda esclareço, para os não cariocas, que a histórica e bela livraria Leonardo da Vinci não vai desaparecer. Foi comprada por um homem que merece bem a dedicação para a qual se empenha como livreiro. Sem citar nomes, mas dando lugar ao gesto afirmo que a alegria é grande ao receber essas duas notícias. Em relação ao primeiro fato citado, recebemos como um presente a notícia da Família que vai investir em pesquisa nas ciências e na matemática. ...

Devaneio

O vento das montanhas altas sopra. Longe. Talvez na infância. Sinto no corpo a direção salgada do mar. Chega junto com o murmúrio das folhas soltas. Sobrevoam no descampado verde, bem perto da areia da praia. Distintos matizes. O céu cinzento não esconde a força: nuvens pesadas. Elas ainda guardam a água a ser derramada em breve. Alguns raios riscam letras no espaço. Não sei bem onde estou. A lembrança é antiga. Parece nunca ter sido alcançada com nitidez.  A escrita abre as asas da mão. O corpo gelado da tarde de inverno. Um maiô azul colado à pele. Os lábios quase roxos. Corro pelas areias douradas:  Guarapari. Areias duras. Uma surra de vento corta as canelas. O branco da página sopra. Bico de lápis.   Um calor acalma o frio da infância. Lívida respiro em goles a natureza. (É possível escrever um devaneio?) Rio, final de verão de 2016.

Nunca vi nada igual

Em 17 de março de 2016 escrevo: O momento brasileiro pede ação e cautela. Movimento e pensamento. A política se apresenta podre. E ainda empobrecida pela realidade  midiática. As falas enlouquecidas de alguns políticos ultrapassam a nossa  imaginação, e,  ultrapassam até mesmo a ficção. As ações tomadas na política brasileira parecem um filme de terror  que nunca chega  ao fim. Temos vivido de sustos! Relembro Deleuze em aulas ouvidas na década de noventa. Cito  frases anotadas  livremente: Vivemos um tempo de mundo sem pensamento  onde “as manchetes dos  jornais antecipam os fatos”. Sim, é exatamente isto que está acontecendo agora, todos os dias e todos  os instantes  de um mesmo dia. Estamos atônitos. Nunca vimos nada  igual. E, pior, não há tempo algum de elaboração. Não há intervalo! A sequência vexatória dos atos dos políticos (de distintos partidos)  está exposta, e os que  se ...

Crônica carioca

Crônica de uma cidade antes das Olimpíadas “A origem da palavra crônica é grega, vem de chronos (tempo),   é por isso que uma das características desse tipo de texto é o                    caráter contemporâneo.”* No vai e vem de um dia de semana como o de ontem, com o calor imenso que não nos abandona, quero relatar alguns fatos, de fato, observados. A via escolhida nesta crônica rumo à Jacarepaguá só nos dava a chance de dirigir devagar e sempre. Obras e mais obras ao longo de todo o caminho, com alguns atropelos impensados de interrupções na viagem: tratores levantando terra, carrinhos de mão lotados de pedras. Muita poeira... e muitos ruídos. Tudo parece ser parte de uma grande obra decidida com bastante antecedência pelos dirigentes e políticos que, supostamente, administram “tudo” com inteligência. Mas, eis que observo no trajeto feito ontem, que o número de operários trabalhando está bem reduzido. ...

Texto escrito no verão de 2016

E os imigrantes ... Leio com atenção as notícias mais recentes sobre as decisões políticas tomadas a respeito deste assunto tão comovente quanto constrangedor: para onde enviar os imigrantes sírios, afegãos, etc. Não podemos simplesmente guardá-los em armários, fora do mundo, escondendo as chaves. A tensão cresce, todos os dias mais um pouco, nas áreas mais afetadas pelo movimento de homens e mulheres que chegam de distintos países destruídos pelas guerras causadas, também, por vários países europeus. Vivemos Tempos nunca imaginados! Aqui do Brasil, procuro não me desviar da questão apesar dos bombardeios de ignorâncias e barbáries que correm nos noticiários, sempre apontando para os políticos e os homens que se venderam aos (ou compraram os) políticos; corrupção em demasia! O calor continua insistindo neste final de verão como um som surdo, que não nos deixa em nenhum momento do dia. Talvez, para lembrar a questão deixada de lado sobre os graves problemas do aquecime...

Homenagem

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Madre Teresa de Calcutá (1910 - 1997) foi uma missionária católica albanesa, que dedicou sua vida ao auxílio de pobres e famintos e, mais tarde, foi beatificada pela Igreja Católica. Trabalhou como professora de história e geografia no início de sua vida religiosa em Calcutá. Aos poucos caminhou em direção aos mais necessitados. Viveu na Índia. Criou a casa 'Dom de Maria', e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979. Dados recolhidos no Wikipédia. Biografia de Madre Teresa de Calcutá Relacionados Frases de Madre Teresa de Calcutá A minha homenagem, deste ano, é para esta mulher que viveu nos nossos dias e se dedicou ao próximo. Ficou conhecida como Madre Teresa de Calcutá. Os homens de hoje, conforme constatamos, passam a vida correndo e quase não tem tempo de pensar na caridade. Os valores humanos estão corrompidos pela ganância. Aqui, agradeço pelos trabalhos e pela dedicação desta mulher singular!

Solange Rebuzzi entrevistada por Nonato Gurgel

Entrevista a Nonato Gurgel Rio, 22/11/2012 A escritora, tradutora e psicanalista Solange Rebuzzi ostenta uma bibliografia cuja dezena de títulos contempla gêneros diferentes como a poesia, o ensaio e o romance. Autora de textos sobre alguns autores seminais da nossa literatura, como João Cabral e Paulo Leminski, a autora lança no próximo dia 28 o Livro das Areias , sobre o qual ela fala a seguir. 01 – Solange, como classifica o seu novo livro de ficção, cuja “língua que não é só a de um romance”? O Livro das areias é uma narrativa. Está fora das classificações mais usuais. Nasceu assim. A escrita deu a direção à minha fala, fora da linguagem mais linear. Quando afirmo, no início do livro, que a língua não é só a de um romance quero marcar essa diferença, enquanto possibilidade. Ele está escrito em versos livres, mas é uma narrativa de tempos vívidos em diálogo com a escrita. 02 – A sua inscrição profissional abrange diversas áreas do saber e da cultura como a psica...

À Sombra das Tamareiras (Contos Orientais) de Humberto de Campos

Comprei na semana passada o impressionante livro de contos À Sombra das Tamareiras de Humberto de Campos, escritor e acadêmico já falecido há muitos anos. Intrigada e atraída pela leitura fui, lentamente, levada a relembrar um outro momento de minha vida, vivido na biblioteca de meu avô em Vitória, quando ainda muito jovem fiz a primeira leitura deste livro. Talvez com a primeira edição; a de 1935 pela José Olympio. A delícia desse reencontro com o escritor foi crescendo de um conto a outro. E não me tirou o gosto de reviver na leitura a escrita dos contos orientais, possivelmente soprados ao escritor maranhense conforme ele mesmo afirma logo no início do livro. Mas as lembranças não pararam por aí, nem as delícias. As N.A. (notas do autor) assim como as notas em geral são de grande proveito, e lemos as explicações sobre os nomes próprios, as expressões, os hábitos e as inúmeras sutilezas vividas tanto na Síria quanto no deserto de Dahna, ou nas montanhas de Oman, na Turquia e ...

Artesãos de Arles

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Homenagem a Einstein

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A Física comemora hoje a fantástica descoberta que confirma na experiência a teoria de Albert Einstein. Viva! O mundo vibra com a confirmação da existência das ondas gravitacionais que participam do movimento da terra. Estamos inundados por estas ondas! (Direto da cidade do Rio de Janeiro)

Carrancas - Exposição no IMS do Rio de Janeiro

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Fotos feitas no final de janeiro de 2016.

Nota de Carnaval

Escuto o samba ao longe. Como se fosse um sonho estranho, interminável e sem imagens; os ritos deste carnaval chegam pelas paredes de minha casa. Invadem espaços abertos, antes dados aos pássaros e ao vento. Não me incomodam tanto. O mais difícil e abominável está encoberto pelo descaso de homens que ocupam funções e cargos políticos que desvalorizam a necessidade de cuidar da Saúde da Cidade Maravilhosa, agora, invadida pelos mosquitos da zika. Uma epidemia sem precedentes se apresenta! Ninguém se responsabiliza. O samba e o álcool escondem e abafam o medo. O horror da devastação da doença. A calamidade.  Talvez, o fundo do poço a que estamos lançados neste verão! Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 2016.

Poema

Talvez a terra seja estreita para os homens de diferentes credos O sol no monte dourado parece partir em improváveis direções Na hora da despedida a música das lágrimas escorre Talvez, a terra não seja a mesma para os diferentes credos A história da peregrinação dos homens se faz com desespero No horizonte acende-se a angústia do peito e dos pés Os personagens não são os mesmos de outros séculos  Talvez os homens necessitem do rito da partida Algum estranho caminho se mostra como salvador: Germany para além das estradas... logo depois do mar A poeira do chão carrega o brilho dos astros Homens e mulheres sustentam velhos e crianças Talvez, a Guerra não esqueça o sonho de seus filhos No entanto, presenciamos um cenário devastado Cidades e monumentos abandonados. Violência. A história se conta pelas mãos e nos olhares Ou nas línguas ainda a aprender A música das lamentações secou As mulheres acalmam os desejos antigos Elas pregam em voz baixa sem...